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À (re)descoberta do Brasil abrindo a porta da Europa
- 13-Nov-2003 - 9:42
Se o mercado da América Latina é apetitoso para Portugal, também o da União Europeia o é para Brasília
O investimento português no Brasil ascende a 15 mil milhões de dólares (13 mil milhões de euros) e é responsável pela criação de 100 mil postos de trabalho, segundo o presidente do ICEP. "É necessário procurar e encontrar sinergias que possibilitem negócios de parcerias entre os dois países", disse José Alencar, vice-presidente do Brasil.
Ao investimento português corresponde um volume de negócios de seis mil milhões de dólares (5,2 mil milhões de euros). Pedro Líbano Monteiro, diz que Portugal ocupa actualmente a quinta posição do grupo de maiores investidores estrangeiros no Brasil.
"Hoje são mais de 350 empresas portuguesas instaladas no Brasil com sucesso, em áreas tão diversas quanto as das telecomunicações, informática, distribuição, saneamento básico, cimento, turismo, energia, banca, componentes automóveis, moldes e construção", referiu Líbano Monteiro.
O Brasil é hoje o segundo destino do investimento português no estrangeiro, a seguir à Espanha, com um total de 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) em 2002, embora apenas 1,1 por cento do investimento estrangeiro em Portugal seja proveniente do Brasil.
O presidente do ICEP salientou, no entanto, que a balança comercial e o fluxo de turistas entre os dois países são francamente favoráveis ao Brasil. Segundo o responsável, o Brasil representa 0,6 por cento das exportações de Portugal e 1,5 por cento das importações portuguesas do estrangeiro.
No turismo, dos 12 milhões de turistas que visitaram Portugal em 2002, apenas 106 mil eram brasileiros, ou seja 0,9 por cento do total.
"Em resumo, exceptuando o caso do investimento português no estrangeiro, o Brasil ocupa um lugar modesto enquanto parceiro comercial e emissor de turistas para Portugal", afirmou Pedro Líbano Monteiro.
O presidente do ICEP destacou a importância das câmaras de comércio portuguesas no Brasil como importante elemento para alargar o intercâmbio bilateral.
"Para que as redes de negócios sejam uma realidade, é fundamental que as câmaras de comércio adoptem uma atitude activa e dinâmica", referiu o responsável pelo ICEP.
Actualmente há nove câmaras portuguesas de comércio nos principais Estados brasileiros e a décima, no Estado do Tocantins, está em fase final de instalação. Em Portugal, existe uma câmara de comércio luso-brasileira, situada em Lisboa.
"O Brasil tem que ser o interlocutor de Portugal para a América do Sul. Portugal tem que ser o interlocutor do Brasil para a União Europeia", concluiu Pedro Líbano Monteiro.
O que diz José Alencar
O vice-presidente brasileiro, José Alencar, defende a criação de parcerias empresariais entre Portugal e o Brasil, com o objectivo de alargá-las ao espaço económico da União Europeia (UE). "É necessário procurar e encontrar sinergias que possibilitem negócios de parcerias entre os dois países", disse José Alencar.
O vice-presidente brasileiro considerou que existem condições de investimentos objectivos em Portugal "para se ingressar na União Europeia, ao lado dos portugueses".
José Alencar considerou ainda que à medida que Portugal consolida a sua posição na União Europeia mais perspectivas de negócios se abrem para ambos os países.
"Temos de levar os nossos dois países a realizarem acções que levem ao crescimento das oportunidades de trabalho, tanto para portugueses como brasileiros", disse ainda José Alencar.
O vice-presidente brasileiro destacou também "a imensidão de sinergias possíveis de realizar" e assinalou que elas podem criar o desenvolvimento económico necessário à obtenção de resultados nas áreas sociais.
Por sua vez, o presidente do Conselho das Câmaras de Comércio Portuguesas no Brasil (CCCPB), António Carrelhas defendeu que o organismo que preside pode apoiar a relação Portugal-Brasil e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
António Carrelhas disse ainda que o CCCPB "tem total disponibilidade e meios para desenvolver, coordenar, ajudar e orientar a acção de todos os agentes económicos para se obter a tão falada diplomacia económica".
Na sua apresentação, António Carrelhas pediu ao Presidente da República Jorge Sampaio que intervenha para que seja devolvida aos portugueses a auto-estima "de que tanto necessitamos", uma vez que "Portugal padece de um desânimo generalizado numa economia internacional que não é de euforia".
"Se a diáspora puder servir de apoio, pode contar com ela" afirmou ainda o presidente do CCCPB, dirigindo-se a Jorge Sampaio.

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