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Carlos Tavares defende maior integração entre empresas de Portugal e Brasil
- 17-Nov-2003 - 16:32
Brasil e Portugal devem caminhar para uma maior integração, baseada em parcerias entre empresas dos dois países, de forma "menos entusiasmada e mais estratégica", defende o ministro português da Economia em entrevista hoje ao jornal Gazeta Mercantil.
Segundo Carlos Tavares, a escolha do Brasil como destino para investimentos portugueses, especialmente nos últimos sete anos, teve experiências bem sucedidas, como as da Portugal Telecom e da Brisa, mas também outras que "foram fruto apenas de entusiasmo e não de estratégia".
Por isso, o ministro salienta que, a partir de agora, é necessário agir numa "via de mão dupla e de forma menos entusiasmada e mais estratégica".
"O grande segredo é aproveitar o que cada país tem de melhor para firmar estratégias em conjunto", adianta Carlos Tavares, defendendo que "isso pode trazer grandes vitórias" nas relações entre os dois países.
Para o ministro português da Economia, essa "visão mais planeada para a consolidação das relações entre os dois países" beneficiaria tanto os produtos portugueses como os brasileiros.
Enquanto, por um lado, essas parcerias estratégicas podem ser uma forma de o Brasil "vender na Europa sem sofrer com barreiras aduaneiras", por outro, o Brasil pode oferecer um grande mercado a Portugal, que "tem produtos de qualidade mas não vende bem" na antiga colónia, defende Carlos Tavares.
Segundo o ministro, actualmente 80 por cento do comércio externo de Portugal está concentrado na União Europeia, mas "há necessidade de diversificar esses destinos e o Brasil é um dos primeiros nessa lista".
Este ano, entre Janeiro e Setembro, Portugal exportou para o Brasil produtos no valor de apenas cerca de 85 milhões de euros, enquanto as importações portuguesas provenientes do mercado brasileiro ascenderam a aproximadamente 379,5 milhões de euros.
Por seu lado, os investimentos portugueses no Brasil, que têm vindo gradualmente a baixar nos últimos anos, estão reduzidos no acumulado de Janeiro a Setembro de 2003 em cerca de um oitavo dos registados em 2002.
Depois de 2,5 mil milhões de dólares em 2000, os investimentos portugueses no Brasil caíram para 1,7 mil milhões de dólares em 2001 e 1,01 mil milhões em dólares em 2002.
Em 2003, nos primeiros nove meses do ano, foram registados investimentos de apenas 123 milhões de dólares (104,2 milhões de euros).
Para Carlos Tavares, a queda dos investimentos portugueses no Brasil, apesar de estar relacionada com "um período em que os investimentos estrangeiros directos caíram em todo o mundo", também "está ligada a um período de transição nas relações entre os dois países".
Salientando a necessidade de uma economia estável para a atracção de investimentos produtivos, o ministro português elogiou o trabalho da equipa económica do governo brasileiro e assegurou que, por seu lado, a Economia de Portugal caminha para a recuperação após dois anos sem crescimento.
Segundo Carlos Tavares, a expectativa para 2003 é ainda para uma queda de 0,5 por cento no Produto Interno Bruto (PIB), mas para 2004 é de crescimento entre 1,0 e 1,5 por cento.

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