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Portugal deve continuar a investir no Brasil
- 21-Nov-2002 - 20:13
Portugal deve continuar a investir no Brasil, «pensando estrategicamente esse investimento como sendo um factor de modernidade», defendeu o analista político português Álvaro Vasconcelos, num editorial da revista «Mundo em Português».
Álvaro Vasconcelos, presidente do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais (IEEI) de Lisboa e director da revista, salientou que a política externa de Portugal «deverá reafirmar a confiança na democracia brasileira e fazer disso tema forte, tanto no seio da União Europeia como nas relações com os Estados Unidos».
O mais recente número da revista, dedicado ao Brasil e intitulado «Democracia Tranquila», integra textos de analistas brasileiros, nomeadamente Hélio Jaguaribe, decano do Instituto de Estudos Políticos e Sociais, do Rio de Janeiro, que antecipa o que considera serem «Os anos decisivos - 2003/2006» da futura governação de Luiz Inácio Lula da Silva.
No texto, Hélio Jaguaribe sustenta que o novo governo «deverá reunir apoio popular e uma grande competência dos governantes, uma conjugação essencial para enfrentar os desafios que vai defrontar».
«O quadriénio presidencial 2003/2006 apresenta perspectivas extremamente difíceis», escreve Hélio Jaguaribe, que identifica entre as mais sérias dificuldades as crises cambial e social, «que requerem, aquela, pronta solução, e esta, um rápido equacionamento da sua problemática».
Lula tem o apoio popular suficiente para levar a cabo as mudanças de fundo que são essenciais para colocar definitivamente o Brasil no «primeiro mundo democrático».
«Os problemas de mais longo prazo, que terão de ser enfrentados no quadriénio 2003/2006, envolvem a necessidade de um novo modelo económico-social» e, para executar esse modelo, Jaguaribe aponta a resolução do impasse das contas externas brasileiras.
Na medida em que o Brasil possa reduzir substancialmente a sua dependência do investimento estrangeiro, «poderá reduzir, significativamente, a altíssima taxa corrente de juros domésticos, agora da ordem de 20 por cento».
«Uma redução de 50 por cento desses juros permitirá à União encaminhar, anualmente, para projectos prioritários, algo da ordem dos 8,5 mil milhões de euros», calcula Jaguaribe.
A concluir o raciocínio, o analista manifesta a esperança em que Lula, «que vem dando animadoras demonstrações de bom senso e de equilíbrio, agregue, à sua ampla base popular uma cúpula de gente competente».
Outros analistas brasileiros com textos na revista são Amaury de Souza, cientista político e sócio-director da MCM Consultores Associados, do Rio de Janeiro, que passa em detalhe as perspectivas políticas resultantes da eleição de Lula, Renato Janine Ribeiro, professor titular de Ética e Filosofia Política, da Universidade de São Paulo, que aborda a agenda política do Partido Trabalhista (PT) «versus» o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), e Roberto Bouzas, economista, que identifica os desafios internos e externos de um futuro governo do PT.

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