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  Cabo Verde
2004 representará a viragem
na guerra total ao HIV/Sida

- 3-Dec-2003 - 10:01


Plano das Nações Unidas para Cabo Verde terá de ser aplicado até 2005

De acordo com dados do Ministério da Saúde de Cabo Verde, em 2002 foram identificados mais 150 casos de seropositivos, e o número de pessoas infectadas com HIV/Sida até ao início do ano corrente era de 1.060. O número de doentes ascendia às duas centenas e os óbitos eram já 283. Segundo o ministro da Saúde, Basílio Mosso Ramos, este números são parciais, uma vez que "todos os casos existentes foram detectados por acaso, e não devido a um rastreio sistemático e programado". Para combater a propagação do vírus, o governo já decidiu disponibilizar gratuitamente às grávidas infectadas medicamentos anti-retrovirais. Para 2004 está agendado um estudo completo e global sobre a questão da distribuição dos anti-retrovirais.


A transmissão vertical do vírus (de mãe para filho) está a aumentar, tendo passado de 4,6% em 2000 para 5,47%. Já a percentagem de seropositivos entre os consumidores de drogas, baixou de 6,7% em 2001 para 1,9% em 2002.

Outro dado que revela a evolução da Sida em Cabo Verde tem a ver com o aumento dos casos no mundo rural, algo que se justifica pela mobilidade da população. “Boa parte dos nossos emigrantes são oriundos das zonas rurais”, considera o delegado da Saúde da Praia, Jorge Figueiredo.

Recentemente esteve na Praia uma equipa de um hospital de Roterdão, que atende pessoas infectadas pelo VIH/Sida, e que referiu que 20% dos infectados naquele hospital são de origem cabo-verdiana.

No próximo dia 20, os serviços de Saúde divulgarão dados novos em relação ao VIH/Sida, cuja taxa de prevalência em Cabo Verde está estimada em 1,7%.

“A tendência nos últimos anos é para um aumento desta taxa”, alerta Jorge Figueiredo, para quem, se esta percentagem continuar a evoluir e chegar aos 5%, “a epidemia passará a não ter controlo”.

O contributo das Nações Unidas

O acesso dos pobres aos serviços sociais básicos e a luta contra a Sida são áreas de intervenção do Plano Quadro das Nações Unidas para a Ajuda ao Desenvolvimento (UNDAF) em Cabo Verde, que será aplicado até 2005.

O UNDAF para Cabo Verde contempla quatro áreas de intervenção, que são a boa governança, a criação de oportunidades económicas para os pobres, o acesso dos pobres aos serviços sociais de base e a luta contra a Sida.

Eduardo Cardoso, representante da UNICEF em Cabo Verde, a quem coube apresentar as linhas gerais do plano, realçou que no sector da governança haverá intervenções, principalmente, no âmbito da reforma administrativa, boa gestão e economia do desenvolvimento.

O acesso das populações ao ensino, à saúde, à água potável e ao saneamento básico são intervenções que se inscrevem na vertente de acesso dos pobres a serviços sociais de base.

Na definição dos quatro domínios de intervenção, foram considerados cinco áreas transversais, que são a questão do género, do aumento das capacidades nacionais, da captação de dados para o seguimento e a avaliação do plano, das novas tecnologias de informação e comunicação, bem como a mobilização de recursos.

A equidade e igualdade de sexos e a questão dos grupos vulneráveis (jovens, portadores de deficiências, crianças e vítimas da droga) também foram considerados na elaboração do UNDAF para Cabo Verde.

Com o UNDAF, uma orientação do actual secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pretende-se aumentar a capacidade da organização no domínio do apoio aos países em desenvolvimento, articular intervenções e rentabilizar recursos.

Busca-se ainda harmonizar as intervenções das agências do sistema das Nações Unidas, visando a melhoria do impacto de sua acção sobre o desenvolvimento sócio-económico dos países, por meio da introdução de uma maior coerência nos programas de cooperação.

Assim, para todas as acções a desenvolver, em diversos níveis, em cada país, haverá um calendário comum, estabelecido em estreita colaboração com os respectivos governos.

O plano surgiu na sequência de um processo de consulta, realizado a partir de 2001, que envolveu o Governo, uma equipa do sistema das Nações Unidas, as prefeituras, a sociedade civil, o sector privado e os parceiros de desenvolvimento de Cabo Verde.


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