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Lisboa assume papel de motor da união das cidades lusófonas
- 23-Nov-2002 - 14:54
A Câmara Municipal de Lisboa assumiu-se como o motor financeiro da União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA), ao disponibilizar cerca de três milhões de euros para projectos a desenvolver em urbes membros da organização.
Os acordos de financiamento foram assinados sexta-feira na cerimónia de encerramento da XVIII assembleia geral da UCCLA, pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, e os seus homólogos de Bissau, Cacheu (Guiné-Bissau), Cidade da Praia, Mindelo (Cabo Verde), Príncipe (S. Tomé e Príncipe), Maputo, Ilha de Moçambique (Moçambique), Huambo e Luanda (Angola).
A recuperação do património histórico-cultural e o saneamento absorverão o grosso da verba, mas são contemplados igualmente projectos ligados à educação e formação profissional, assim como a reabilitação de estradas e outras infra-estruturas.
Em Moçambique, a cidade de Maputo beneficia de um financiamento de 250 mil euros para saneamento e tratamento do lixo, enquanto à Ilha de Moçambique foi disponibilizada a quantia de 500 mil euros para recuperação do forte de S. Sebastião.
Na Guiné Bissau, os projectos a serem financiados localizam-se na cidade de Bissau, onde será construída e Escola da UCCLA e em Cacheu, que terá à sua disposição 65 mil euros para recuperação de património construído.
Para a cidade de Príncipe, o protocolo assinado prevê um montante de 500 mil euros para a recuperação do antigo Hospital da Roça, onde será instalado um centro de formação de artes e ofícios, e para o município de Água Grande, o montante é de 455 mil euros, destinados à construção de infra-estruturas escolares.
A recuperação da Casa dos Rapazes no Huambo vai também beneficiar do financiamento da Câmara Municipal de Lisboa num montante de 550 mil euros, e em Luanda prevê-se a recuperação da Avenida dos Mercadores, sendo a quantia disponibilizada de 250 mil euros.
Também para a recuperação da Casa Padja, na cidade da Praia, em Cabo Verde, destinou-se uma verba de 175 mil euros, enquanto a cidade do Mindelo beneficia de 50 mil euros, para financiamento de actividades inscritas no programa Capital Lusófona da Cultura.
A iniciativa de Lisboa foi valorizada pelo Presidente da Câmara Municipal da Praia no acto de encerramento, que destacou o «pragmatismo e o espírito prático» que tais acções encerram.
Felisberto Vieira evocou uma declaração proferida quinta- feira por Santana Lopes, na sessão de abertura, dos trabalhos da UCCLA, e contida no documento final do encontro, e que aponta para a necessidade da organização «fazer coisas que os governos não podem ou não sabem fazer».
Para Pedro Santana Lopes, o gesto de Lisboa não é mais do que uma manifestação dessa vontade, por considerar que «já é tempo de dotar a UCCLA dos recursos necessários para a materialização de projectos concretos que tragam benefícios para a vida das populações».
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa estimou que, para isso, será necessário o envolvimento de todos, e pediu «um empenho mais efectivo do Brasil na dinamização da UCCLA», que, no seu entender, «precisa das cidades brasileiras».
A XVIII Assembleia geral da UCCLA foi encerrada pelo Presidente da República de Cabo Verde, que chamou a atenção para as pressões a que as cidades membros da organização estão submetidas, principalmente no Sul, e preconizou a identificação de soluções, no quadro da UCCLA.
Pedro Pires também apelou à organização para que dedique parte da sua atenção à Cidade Velha, na ilha de Santiago, em Cabo Verde, «tendo em conta a sua importância, por ter sido a primeira cidade construída pelos portugueses nos trópicos».
Assim, o chefe de Estado cabo-verdiano apelou ao envolvimento da UCCLA «no desafio de preservação, restauro e promoção desse magnífico património» que, na sua opinião, «não é apenas cabo-verdiano».
As delegações presentes à XVIII Assembleia Geral da UCCLA partem hoje de manhã para a cidade do Mindelo, onde decorrerá a vertente cultural do programa, uma vez que essa cidade foi escolhida para capital lusófona da cultura.
Durante a reunião na Cidade da Praia, a UCCLA aceitou no seu seio mais dois membros, as cidades cabo-verdianas de S. Filipe, na ilha do Fogo, e de Assomada, na ilha de Santiago.
Com Mindelo, Cidade da Praia, S. Filipe e Assomada na UCCLA Cabo Verde faz o «pleno». Todas as cidades do país passam a fazer parte da União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo- Asiáticas (UCCLA).
Hoje à tarde, em sessão solene, a cidade do Mindelo recebe de Macau a «chave» da Capital Lusófona da Cultura, estatuto que vai exercer até à próxima Assembleia Geral da UCCLA, em finais de 2003.
Para fazer jus a esse estatuto, Mindelo está preparando um programa cultural vasto, com o envolvimento das duas dezenas e meia de cidades pertencentes à organização.
Hoje à noite um espectáculo de rua, uma cantata cénica encenada pelo coreógrafo António Tavares, para a Sinfonia nº9 de Vasco Martins, «Lágrimas na Paraíse», abre o programa de realizações.
Nesse espectáculo participa o Coro de Câmara de Lisboa (Portugal), que irá cantar em conjunto com o cabo-verdiano «Voz DÈAlma», a cantora luso-cabo-verdiana Sara Tavares, os grupos de cordas de Voginha e Bau, acrobatas, bailarinos batucadeiras e executantes de «capoeira».

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