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Líbano quer comprar armamentos do Brasil para vender ao Iraque
- 5-Dec-2003 - 16:24
Um grupo de trading libanês entrou em contacto com o governo brasileiro para tentar comprar armamento não-letal do país para vendê-lo ao Iraque. O interesse é em equipamentos como capacetes, coletes à prova de bala e balas de borracha, provavelmente para uso policial. O provável vendedor é a empresa Condor do Rio de Janeiro.
Por Edson Porto
BBC/Brasil
O negócio é o primeiro passo concreto dado durante a visita do presidente Luís Inácio Lula da Silva no sentido de utilizar países da região para fazer uma ponte de negócios com o Iraque.
Essa, aliás, é a intenção declarada do governo brasileiro.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, disse hoje no Líbano que o Brasil “também está querendo ajudar na reconstrução do Iraque buscando parcerias no mundo árabe”.
O governo acredita que essa estratégia possa ajudar as empresas brasileiras a superar as atuais dificuldades para participar do potencial mercado iraquiano.
Actualmente, o governo americano controla todos os negócios no Iraque e tem concentrado os gastos da reconstrução em fornecedores americanos e europeus, principalmente entre os aliados da coalizão americana na guerra.
A estratégia de utilizar países como o Líbano para ampliar a venda de produtos brasileiros na região não se resume apenas ao Iraque.
“O potencial para esse tipo de negócio (o da venda de armas não-letais) é enorme na região e o Brasil precisa aproveitá-lo”, disse o secretário do Itamaraty, Norton de Andrade Mello Rapesta.
Segundo Rapesta, a maior parte dos mercados árabes é pequena individualmente por isso o Brasil tem como objectivo criar uma plataforma de exportação em um ou dois países da região para vender para toda a comunidade.
O projecto é de longo prazo mas, na opinião do governo, casos como o da Condor mostra que é possível obter resultados também no curto prazo.

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