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Ministra da Saúde pede ajuda ao Brasil para combater a malária e a SIDA
- 5-Dec-2003 - 18:36
A ministra da Saúde angolana, Albertina Júlia Hamukwya, pediu hoje em Brasília o apoio do governo brasileiro para combater a malária e a SIDA no país e o reforço da cooperação bilateral na área da saúde.
"A cooperação do Brasil com Angola neste sector é ainda incipiente. Precisamos de ter um programa mais global no âmbito bilateral", disse a ministra angolana.
Albertina Hamukwya encontra-se em Brasília para participar na Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde - 25 anos da Declaração de Alma-Ata, que decorre este fim-de-semana.
Paralelamente ao evento, que vai reunir ministros da Saúde de outros 11 países - entre os quais a África do Sul, Espanha, Índia, Argentina e Venezuela -, Albertina Hamukwya encontrar-se-á com o seu homólogo brasileiro, Humberto Costa, para intensificar as acções de cooperação dos dois países na saúde.
Albertina Hamukwya disse que se registam três milhões de casos de malária por ano em Angola, sendo esta a doença que provoca mais mortes no país.
A malária é responsável por 25 por cento dos casos de mortalidade materna e 30 por cento dos casos de mortalidade infantil em Angola.
A ministra lembrou que a SIDA é outro grave problema de Angola existindo uma taxa de 5,5 por cento de prevalência do síndroma em Angola, segundo dados de 2002 da Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com dados do governo angolano, dos 13 milhões de angolanos, 400 mil são portadores do vírus HIV.
"Gostaríamos que o Brasil pudesse disponibilizar medicamentos anti-retrovirais para Angola ou ajudar-nos a produzi-los", disse Albertina Hamukwya.
A ministra angolana disse ainda que as negociações do seu governo com a empresa angolana Sunivest, associada ao grupo brasileiro Teuto, para a abertura de uma fábrica de medicamentos, "estão bastante adiantadas".
Na primeira fase, a fábrica deverá produzir medicamentos essenciais para combater as doenças mais comuns que afectam os angolanos - tripanossomíase, tuberculose e lepra, além da malária.
"Numa segunda etapa, podemos pensar na produção de anti- retrovirais e o Brasil poderia ajudar-nos com a sua larga experiência no campo do controlo e da prevenção do HIV", disse Albertina Hamukwya.
Actualmente, o Brasil participa com o Japão numa cooperação tripartida com Angola na área de saúde, num projecto iniciado há três anos, mas que sofreu paralisações, e que o governo de Luanda pretende que seja alargado a outros países.
No seminário, que relembra os 25 anos da conferência de Alma Ata, no Cazaquistão, onde 134 países e 67 organismos internacionais se comprometeram com a meta de garantir saúde para todos até o ano 2000, Albertina Hamukwya vai reconhecer publicamente que este objectivo não foi alcançado em Angola.
A ministra Albertina Hamukwya referiu ainda que os desafios da área de saúde em Angola ainda são "enormes" e lembrou que os conflitos armados de mais de duas décadas destruíram 70 por cento da rede sanitária do país.

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