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Unidos a uma só voz - a do grande chefe
- 6-Dec-2003 - 12:00
É o primeiro congresso em tempo de paz mas, tudo indica, a montanha vai parir um rato
O MPLA realiza de hoje e até terça-feira, em Luanda, o seu V Congresso Ordinário, que se tornará para alguns numa tribuna de reflexão sobre a experiência acumulada ao longo dos 47 anos da sua existência, com perspectiva nos desafios futuros, rumo a prosperidade. Trata-se de um debate do qual foram afastadas algumas das figuras históricas do partido, estando assim aberto o caminho para que todos tenham liberdade para estar de acordo com o chefe... Eduardo dos Santos.
O conclave, primeiro a decorrer num clima de paz efectiva, desde a sua fundação, em 10 de Dezembro de 1956, decorre no recinto da Feira Internacional de Luanda (FILDA) e não no "Palácio dos Congressos", como em vezes anteriores.
Esta mudança de local deve-se à exiguidade do Palácio "10 de Dezembro" para albergar os cerca de 1.500 delegados, eleitos num processo orgânico que abarcou as estruturas do MPLA desde as bases ao topo, em todas regiões de Angola e em países onde os Comités de Acção do Partido existem há mais de um ano.
Das estruturas do MPLA no exterior são aguardados representantes de Cuba, Portugal, França, Congo-Brazzaville, Brasil, EUA, Zâmbia, Itália, Inglaterra, RD Congo, África do Sul e da Namíbia.
Cerca de 40 delegações de partidos convidados vão acompanhar o conclave, que observadores políticos consideram histórico não por – ao contrário das teses oficiais – abrir as portas a uma viragem mas, isso sim, por ser o primeiro em tempo de paz.
Uma das medidas tidas pelos analistas afectos ao regime como "revolucionária" é a rotura com o Centralismo Democrático, anunciada pelo seu líder, José Eduardo dos Santos, em Maio de 2003, filosofia que vigorava desde o I Congresso Ordinário, realizado em 1977. De facto, mesmo antes do Congresso se viu que vai ser (assim o definiu Marcolino Moco) “o mais centralizado de sempre”.
A anunciada transferência das estruturas do MPLA dos locais de trabalho para os centros de residência é igualmente encarada como outra mudança significativa, porquanto fará com que o Partido no poder acompanhe de forma sistemática as acções das administrações locais tendentes a resolver os problemas que afligem as populações.
O surgimento da figura de vice-presidente no MPLA, cuja proposta será levada aos congressistas pelo Comité Central, assim como a renovação deste órgão em cerca de 42 por cento e o seu alargamento para 281 membros, contra os actuais 251, poderá trazer uma mais valia ao partido face aos desafios eleitorais que se avizinham.
A grande expectativa em volta deste V Congresso centra-se nos potenciais candidatos aos postos da futura vice-presidência e na de secretário-geral, já que José Eduardo dos Santos, será democraticamente o único candidato à presidência.
De todo o modo, é ponto assente que o evento não se pronunciará sobre a candidatura ou não de José Eduardo dos Santos às eleições presidenciais, relegado para tratamento em fórum próprio e momento oportuno.
Espera-se que o conclave aprove planos e estratégias capazes de acelerar a resolução dos graves problemas que afligem o povo, visando a sua participação activa nas tarefas inerentes as próximas eleições gerais, ainda sem data marcada.
Para tanto, consideram os militantes que o V congresso será mais um "passo" na, já longa, trajectória do MPLA, cuja fundação, há perto de meio século, simbolizou um acto de coragem que visou a renúncia com o regime colonial português, então dominante no país.
O V congresso, que realiza sob o signo "MPLA - Paz, Reconciliação Nacional e Desenvolvimento", tem a responsabilidade de reafirmar a vontade do partido em conduzir e a educar os seus militantes no espírito da tolerância, unidade da nação e reconstrução do país, rumo a prosperidade.

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