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  Cabo Verde
Nova ponte de João Landim ainda por inaugurar por razões políticas
- 7-Dec-2003 - 15:09

A nova ponte sobre o rio Mansoa, que liga o sul ao norte da Guiné-Bissau e que deveria ser sexta-feira aberta ao tráfego, continua hoje intransitável devido a questões que envolvem o governo guineense e a União Europeia (UE).


A Agência Lusa constatou que a Ponte Amílcar Cabral, 30 quilómetros a norte de Bissau e o principal eixo rodoviário do país, continua encerrada ao trânsito e apenas é possível atravessá-la com uma autorização especial do governo.

Em causa está o facto de a UE ter sido o principal financiador da obra e, face à inexistência de uma posição oficial de Bruxelas sobre as novas autoridades guineense saídas do golpe de Estado de 14 de Setembro último, ser "indelicado" realizar a cerimónia sem a presença da representação dos "Quinze", disse à Lusa fonte da presidência.

Contudo, quinta-feira, o governo de Bissau anunciou que a nova ponte iria abrir ao tráfego no dia seguinte apenas com a presença de alguns membros do executivo e dos régulos de Bula e Safim, povoações situadas próximo das margens do rio Mansoa.

Dois dias depois, a ponte, uma das principais obras públicas realizadas no país nos últimos anos e cujo início da construção remonta a 1998, continua encerrada, obrigando aos automobilistas a percorrerem mais de 100 quilómetros para contornarem o rio, pois a "jangada" de João Landim, onde se atravessava o Mansoa, já não opera.

Contactada pela Lusa, fonte do Gabinete do Ministério do Equipamento Social, Transportes e Comunicações confirmou que a abertura ao tráfego deverá ocorrer apenas na próxima semana, sem adiantar mais explicações.

A 14 de Setembro último, a Guiné-Bissau foi palco de mais um golpe de Estado, liderado pelo Comité Militar para a Restituição da Ordem Constitucional e Democrática, mas a UE ainda não reconheceu oficialmente o novo poder guineense, entregue já a civis.

Em causa está o artigo 96 do Acordo de Cotonou - que rege as relações de cooperação entre os Estados membros da UE e os países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP) -, que prevê a suspensão imediata da assistência internacional em caso de golpes de Estado.

A UE ainda não reconheceu oficialmente as novas autoridades guineenses, mas também não suspendeu a cooperação com Bissau.

A ponte está integrada num projecto rodoviário bastante ambicioso, pois trata-se de mais um troço da estrada pan-africana que vai ligar Lagos (Nigéria) a Nouakchott (Mauritânia), eixo importante para as trocas comerciais entre os países da África Ocidental.

A parte sul desta estrada pan-africana já está próxima da fronteira da Guiné-Conacri com a Guiné-Bissau, onde entrará junto a Gadamael.

Orçada em cerca de 55 milhões de euros, a ponte, denominada "Amílcar Cabral", em homenagem ao "pai" da independência da Guiné- Bissau e Cabo Verde, foi construída pela empresa espanhola "Necso - Intercanales".

A ponte tem uma extensão de cerca de 750 metros e contará com quatro faixas de rodagem. A sua construção esteve virtualmente parada devido ao conflito político-militar de 1998/99.

Mais tarde, e por erros de cálculo, as fundações tiveram de ser novamente calculadas, pois as estacas onde assentam os vãos da estrutura chegaram a ceder em várias ocasiões, dado o carácter lodoso do rio.

As estacas, que inicialmente se encontravam a 30 metros de profundidade, ficaram finalmente assentes depois de outros 35 metros de perfurações.

Com a abertura da ponte "Amílcar Cabral", a ligação rodoviária entre o sul e o norte da Guiné-Bissau fica facilitada, apesar de haver ainda a necessidade de construir idêntica infra-estrutura em São Vicente (sobre o rio Cacheu), onde ainda se utiliza a "jangada".


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