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  Cabo Verde
Mindelo, Capital Lusófona da Cultura, em festa
- 24-Nov-2002 - 14:38

Milhares de pessoas celebraram sábado à noite a consagração da Cidade do Mindelo, Cabo Verde, como a nova Capital Lusófona da Cultura, num grande espectáculo que preencheu de sons e coreografias a Rua de Lisboa.

Em ambiente apoteótico, durante duas horas, a noite do Mindelo fez a festa, inaugurando um evento que decorrerá ao longo de um ano, um estatuto conferido pela UCCLA (União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas).

O espectáculo «Crioulo», com oito dezenas de participantes, concebido pelo coreógrafo António Tavares, para a música da Sinfonia nº9 de Vasco Martins, subiu ao palco montado no topo da Rua de Lisboa, em frente do Palácio do Povo, para brindar os milhares de mindelenses.

Pelo palco desfilaram acrobatas, bailarinos, executantes da dança-luta «capoeira», para dar vida às notas musicais da sinfonia «Lágrimas na Paraíse», uma obra que Vasco Martins concebera para a Universidade Paris VIII evocar em 1993 os 200 anos da primeira lei de abolição da escravatura.

Na base musical Vasco Martins com os seus teclados electrónicos e o percussionista Tey Santos, foi acompanhado por batucadeiras, tocadores de tambores e por grupos de instrumentos de cordas de Bau e Voginha.

As vozes do Coro de Câmara de Lisboa (Portugal), do Coro Voz DÈAlma (Cabo Verde), do solista português Paulo Maria Rodrigues, do cabo-verdiano Djirumani e da luso-cabo-verdiana Sara Tavares criaram alguns momentos de encantamento a que o publico respondia com aplausos.

Embora com uma curta aparição, a interpretar uma morna ao solo de rabeca do Bau, Sara Tavares recebeu um espontâneo e acolhedor aplauso do público.

Sem quebras de ritmo, o espectáculo atingiu momentos quase hipnóticos com o rufar vibrante dos tambores acompanhados das coreografias enleantes dos bailarinos e os solos eléctricos da guitarra de Voginha.

Ao conceber a coreografia, António Tavares, um bailarino cabo-verdiano a fazer carreira em Portugal, recorreu a elementos cénicos para evocar a história de Cabo Verde.

Foram recordados aos presentes a tábua (simbolizando a nau, o transporte e também o aprisionamento de escravos), as grilhetas de ferro (simbolizando a subjugação e o peso das armas e remetendo para a proibição do comércio desse material a partir de finais do século XV) e o pano branco (simbolizando as plantações de algodão e a tecelagem do pano de vestir ou pano de obra, produtos que marcaram a economia das ilhas cabo-verdianas).

A sinfonia de Vasco Martins, numa versão para fontes electrónicas sonoras, percussão e instrumentos de cordas, inspira- se na música de tradição africana, nos cantos de trabalho, nos géneros musicais tradicionais de Cabo Verde, na Morna, no Batuque, Finason, ou Colá Son Jon (uma música-dança das festas de S. João) e na música barroca europeia.

Quando o espectáculo chegou ao fim, o público que encheu a Rua de Lisboa e as imediações do Palácio do Povo manteve-se imóvel durante alguns minutos. Já se tinham passado duas horas, mas talvez esperassem um bis do espectáculo.

Mindelo conservará até finais de 2003 o estatuto de Capital Lusófona da Cultura, ano em que terá lugar a próxima assembleia geral da UCCLA. Pelos palcos e salas do Mindelo irão passar artistas e agentes culturais das duas dezenas de cidades que compõem a organização.

Espectáculos de música, teatro ou dança, seminários sobre património e artes, exposições de fotografia, pintura e escultura e edições de livros e revistas são alguns dos pontos do programa.

A cantora Dulce Pontes, os escritores angolanos Pepetela e Luandino Vieira, o moçambicano Mia Couto, um espectáculo de fogo de artifício de Macau a evocar uma passagem de ano chinesa, ou o Carnaval de S. Salvador da Baia, do Brasil, são alguns dos participantes em perspectiva.

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