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  Cabo Verde
«Lula da Silva vai voltar-se para a África de Língua Portuguesa»
- 24-Nov-2002 - 19:08

A eleição de Lula da Silva para Presidente do Brasil representa uma nova fase, uma relacionamento mais profundo, com os países da África de língua oficial portuguesa, ao nível cultural e económico, considera o vice-prefeito do Rio de Janeiro.

«Eu acredito que com a eleição o intercâmbio, especialmente o cultural, entre a África portuguesa e o Brasil se vá incrementar, pois há sectores ligados ao presidente Lula que têm uma simpatia profunda, sobretudo os intelectuais, os artistas», declarou, em Cabo Verde, onde se encontra a participar na XVIII Assembleia Geral da UCCLA (União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas).

Marco Vales, que pertence ao PFL (Partido da Frente Liberal), um partido da oposição ao do presidente eleito, disse ter a «plena convicção de que esse intercâmbio se intensificará bastante».

«Primeiro serão os artistas, os intelectuais, e evidentemente os empresários. Uma coisa puxa a outra», considerou.

Cabo Verde - acrescentou - está distante três horas de ligação aérea com Cabo Verde, de Fortaleza. E hoje há investimentos muito grandes, especialmente de portugueses, em Fortaleza, e «acredito que esses investimentos tenham mão dupla».

«O Nordeste brasileiro foi descoberto agora como destino do turismo, e foi alvo de investimentos maciços - é o caso de Fortaleza, Alagoas, Maceió e Recife - e esse intercâmbio começou agora. E o Nordeste está muito próximo dos grandes consumidores de turismo, da Europa e dos EUA», salientou.

Essa circunstância - na opinião do vice-prefeito do Rio de Janeiro - «vai intensificar profundamente o relacionamento do Brasil, através do Nordeste, e Cabo Verde, e por decorrência a União Europeia através de Portugal».

«Cabo Verde está a meio caminho. A gente vai voltar ao Cabo Verde de antigamente, que era, na verdade, um grande porto, um centro de abastecimento, um interposto. Acredito que Cabo Verde possa ser esse grande elo de ligação entre o Brasil e a União Europeia, e os restantes países da África portuguesa por decorrência», sublinhou Marco Vale.

O vice-prefeito do Rio de Janeiro, que em Cabo Verde foi reconduzido como presidente da Assembleia Geral da UCCLA, acredita que também por essa via o Brasil possa dar um forte contributo para a defesa e consolidação da língua portuguesa nos países africanos lusófonos, alvo de seduções regionais, da francofonia e da anglofonia.

«O Brasil tem 170 milhões de habitantes que não abdicam da sua língua. É claro que aqueles que podem falam outras línguas as falam, até por razões comerciais, mas esses 170 milhões jamais abdicarão da sua língua, da língua portuguesa, e isso é um peso importante no fortalecimento do nosso idioma», sublinhou.

Com a intensificação das relações culturais e comerciais - acrescentou - «então teremos a língua intacta».

No entendimento de Marco Vale, a circunstância de já se ter perdido a língua portuguesa em certos espaços da «África portuguesa», como gosta de dizer, «é episódica, porque a tendência é voltar ao leito natural».

«Acho que vamos voltar a Portugal. No tempo dos descobrimentos Portugal levou a sua cultura, a língua, à América, a África, à Ásia. E no Brasil o que os portugueses fizeram foi único. A América espanhola ficou toda fragmentada politicamente, o que não aconteceu no Brasil, em que conseguiram consolidar todo o imenso território», realçou.

O vice-prefeito do Rio de Janeiro manifesta-se crente no fortalecimento desse intercâmbio com o espaço lusófono, e por essa via a «língua irá sedimentar-se, consolidar-se definitivamente».

Marco Vales diz ter uma opinião diferente de muitos diplomatas brasileiros que consideram Macau irrelevante para a entrada do Brasil na China. Contrariamente, entende que o facto de haver 2 por cento da população a falar português é algo de importante para aproveitar esse território como «portão de entrada» para o mercado da China, que é de 1,2 biliões de pessoas.

«Muitos empresários brasileiros não sabem expressar-se noutra língua que não seja o português, e por vezes eles querem negociar directamente com o empresário do outro lado. Então ele teria em Macau um portão de entrada bastante promissor», salientou.

Quanto ao papel da UCCLA (União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas), o vice-prefeito do Rio de Janeiro considera ser muito importante para as urbes poderem trocar experiências e ajudarem-se mutuamente a resolver problemas que lhes são comuns.

Recordou que há um ano, na Assembleia Geral da UCCLA, realizada em Macau, o Rio de Janeiro aproveitou uma ideia apresentada pela cidade de Lisboa, que foi a recuperação das habitações antigas do centro da cidade preservando as suas fachadas e modernizando os seus interiores.

«Copiamos isso, e no Rio de Janeiro estamos recuperando os cortiços que existem no centro da cidade. Esses cortiços estão sendo recuperados, as instalações modernizadas, sem alterar as fachadas, transformando-os em residências dignas, de pessoas pobres».

A experiência com as favelas do Rio de Janeiro tem também sido aproveitada por cidades africanas com o mesmo tipo de problemas, nomeadamente de Angola e Moçambique.

«A UCCLA é um órgão fundamental, porque unindo essas cidades que falam a mesma língua podem ajudar-se a resolver problemas comuns, pela troca de experiências. A UCCLA tem de se fortalecer cada vez mais», concluiu Marcos Vale.

A XVIII Assembleia Geral da UCCLA, que teve início quinta- feira na Cidade da Praia, encerrou hoje no Mindelo. Nesta edição a iniciativa foi repartida por duas cidades cabo-verdianas. A Cidade da Praia acolheu as iniciativas políticas, e Mindelo assumiu sábado, e durante um ano, o estatuto de Capital Lusófona da Cultura.

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