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  Cabo Verde
Espectro da guerra
regressou a Bissau

- 25-Nov-2002 - 10:05

Kumba Ialá, ou Mohamed Ialá, continua a dar uma no cravo e outra na ferradura. No próximo dia 30 faz dois anos que, de forma ainda não cabalmente esclarecida, o general Ansumane Mané foi morto em Quinhamel, a 30 quilómetros a noroeste de Bissau, após confrontos com soldados leais ao actual presidente guineense. A propósito da sua grande amizade com Muammar Kadaffi , Ialá diz «não ao colonialismo, ao neocolonialismo e muito menos ao neocolonialismo espiritual». Nas mãos do FMI, com uma crescente crise social, económica e política, todos temem que a guerra volte a massacrar a Guiné.

A Amnistia Internacional vai entregar dia 29, na Embaixada da Guiné-Bissau em Lisboa, véspera do segundo aniversário da morte do general guineense Ansumane Mané, um abaixo assinado para exigir uma investigação sobre as circunstâncias da sua morte.

Intitulado «Como é que morreu Ansumane Mané?», o documento refere que a Amnistia Internacional «recebeu vários relatórios sugerindo que o general não foi morto em combate mas que tinha sido capturado, espancado e fuzilado extra-judicialmente».

A AI considera que «só a assumpção total da veracidade dos factos poderá fornecer credibilidade ao governo da Guiné-Bissau perante a Comunidade Internacional, demonstrando o seu empenho para o estabelecimento de um Estado de facto, democrático e empenhado na defesa dos Direitos Humanos».

A Amnistia Internacional afirma que não foi efectuada qualquer investigação e embora em 2001 tenha sido anunciada a realização de um inquérito parlamentar, «tal inquérito ainda não ocorreu e as autoridades parecem apresentar alguma relutância sobre a sua realização».

A organização considera ser do interesse das autoridades guineenses levar a cabo tal investigação de forma a «levantar as dúvidas suscitadas sobre as circunstâncias da morte do General Ansumane Mané».

Ansumane Mané era um veterano respeitado da luta pela independência do país contra as forças coloniais portuguesas.

A sua suspensão e posterior demissão de Chefe das Forças Armadas, em 1998, pelo antigo presidente João Bernardo «Nino» Vieira desencadeou a guerra civil que decorreu na Guiné-Bissau de Junho de 1998 a Maio de 1999.

O general foi o líder da Junta Militar até à tomada de posse do governo eleito em Fevereiro de 2000. Nessa altura, os membros da Junta regressaram aos quartéis, mas conservaram algum poder.

Em Novembro de 2000 a tensão aumentou quando Ansumane Mané discordou da promoção de vários oficiais, feita pelo presidente Kumba Yalá, e a 22 desse mês forças leais ao chefe de Estado prenderam generais e atacaram vários quartéis em Bissau.

Pelo menos 200 soldados foram presos sob suspeita de apoio a Ansumane Mané e a maioria deles permaneceu na prisão até Junho de 2001, sem julgamento ou processo, tendo sido libertados sob fiança, relata a AI.

O General Ansumane Mané fugiu de Bissau com a família e vários oficiais militares, refugiando-se na missão Católica de Quinhamel.

Fugiu posteriormente para o mato com quatro soldados, tendo sido perseguido por tropas leais ao presidente Kumba Yalá.

A 30 de Novembro as autoridades anunciaram que o general e os seus quatro companheiros tinham sido mortos em confrontos com soldados lealistas na área do Biombo, Quinhamel. As autoridades alegaram ainda que o general tinha tentado derrubar o governo.

O (GRANDE) AMIGO LÍBIO

O Governo líbio entregou recentemente ao Presidente da República três grupos geradores destinados à sede da presidência, à residência de Kumba Ialá e ao aeroporto internacional de Bissau.

No acto da recepção dos três grupos geradores, o chefe de Estado guineense enalteceu a «solidariedade do líder líbio, coronel Muammar Kadaffi, no quadro da União Africana», para com países menos desenvolvidos como é caso da Guiné-Bissau.

Kumba Ialá disse ainda que a amizade que une a Guiné- Bissau à Líbia «vem de longa data, desde os tempos da luta armada contra o colonialismo», traduzida pelos apoios de Kadaffi a Amilcar Cabral, «pai» da independência da antiga colónia portuguesa na costa ocidental africana.
Kumba Ialá aproveitou a ocasião para tecer rasgados elogios ao seu homólogo líbio, afirmando que «o Coronel Kadaffi tem sido vítima de agressões estrangeiras, sobretudo devido às posições revolucionárias que defende».

«Não ao colonialismo, ao neocolonialismo e muito menos ao neocolonialismo espiritual», defendeu Kumba Ialá, endereçando agradecimentos ao líder líbio.

DE CRISE EM CRISE ATÉ À CRISE FINAL

Entretanto, por alegadamente atentar contra a Constituição, os quatro maiores partidos da oposição na Guiné-Bissau exigem a demissão do Presidente da República. Para tal, a Resistência da Guiné-Bissau (RGB) e o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), assinaram um documento onde exigem a «renúncia» do chefe de Estado «à luz dos seus actos atentatórios da Constituição».

Assinado também pela Aliança Democrática (AD) e pela Frente Democrática e Social (FDS), o texto apela aos deputados para que assumam os seus «deveres constitucionais». Os subscritores questionam o comportamento e as atitudes de Kumba Ialá, porque «são incompatíveis com a actual representação da chefia do Estado, permitindo suspeitar sobre a sua sanidade mental», sustentam.

No mesmo documento, são feitas diversas acusações ao Presidente da República, que é apontado como o «principal obstáculo à paz e ao desenvolvimento» da Guiné-Bissau.

O povo está na miséria, mas as ajudas continuam a chegar. A União Europeia e o Banco Mundial (BM) vão disponibilizar cerca de 18 milhões de euros à Guiné-Bissau, destinando-se 12 milhões desta ajuda financeira a «limpar» os atrasados internos do país e a reactivar o sector privado.

O ajustar de contas com o sector privado é um dos «cavalos de batalha» dos empresários guineenses, que reclamam uma dívida importante do Estado às suas empresas - ainda por contabilizar -, que vem desde o início do conflito militar de 1998/99.

Só depois da entrada em funções do governo saído das legislativas - o actual será apenas de «gestão» -, é que haverá uma reunião com os doadores. A última vez que a conferência se realizou foi em Maio de 1999, tendo na altura sido disponibilizada uma verba de 230 milhões de euros, que nunca chegou a ser atribuída por causa dos sucessivos conflitos militares e institucionais na Guiné-Bissau.

JORGE CASTRO

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