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  Cabo Verde
Mensagem de fim de ano do Presidente da República
- 31-Dec-2003 - 14:40

Dentro de poucas horas, 2003 será passado. Seguir-se-á, então, mais um ano de intenso labor em prol de um Cabo Verde mais próspero e mais feliz.

O ano que agora termina representou mais um passo em direcção ao Cabo Verde sonhado. Com o empenhamento de todos, o país tem continuado a crescer.

Podemos constatar com agrado e orgulho que, fruto de esforços aturados de quase três décadas, Cabo Verde de 2003 pôde proporcionar o acesso à escolarização a quase todas as suas crianças.

Como resultado, as estatísticas revelam que o nosso país tem um índice de escolarização primária próximo do dos países industrializados e desenvolvidos.

É deveras reconfortante! Outro avanço digno de registo foi a ascensão à “categoria 1” dos aeroportos de Cabo Verde.

Tendo o nosso país uma vocação económica, essencialmente virada para a prestação de serviços, esta distinção revela-se de crucial importância para o nosso processo de desenvolvimento.

Ademais, concidadãos nossos obtiveram sucessos na arte, na literatura e no desporto, dando provas de muito empenho, de qualidade e de progresso.

2003, que dentro de momentos finda, foi também mais um ano de consolidação do regime democrático cabo-verdiano, que vem proporcionando ao país uma notável estabilidade institucional, permitindo-lhe um desenvolvimento contínuo e ininterrupto.

Este dado não é de se minimizar, pois, raros foram os países que, em situações idênticas, não conheceram ciclos, mais ou menos agitados, de instabilidade política.

Faz-se tradição entre nós que as instituições realizem os seus fins e cumpram integralmente os mandatos para os quais são eleitas.

Digo-vos mais, caros concidadãos, em diversos países por onde tenho estado, tenho ouvido de responsáveis políticos dos vários quadrantes, e mesmo de elementos da sociedade civil, referências elogiosas a Cabo Verde, ao seu desempenho político bem como às suas realizações económicas e sociais.

É gratificante, mas gera, ao mesmo tempo, responsabilidade moral. Aliás, o nosso país goza da confiança da comunidade internacional pela sua atitude e pelo seu desempenho.

Quis referir-me a esses factos com o propósito de mostrar que o ano de 2003 teve aspectos muito positivos, bons, não apenas por capacitarem o nosso país para enfrentar e vencer os desafios que tem pela frente, como também, pela auto-estima que geram no nosso estado de espírito, pois, ninguém vence desafios na descrença.

No pessimismo ou no derrotismo!

Caros Concidadãos,

A nossa caminhada não tem sido, tão somente, uma série de vitórias. Mesmo os factos que traduzem sucessos evidentes trazem, no seu encalço, a persistência de velhos problemas, deixando a nu vulnerabilidades difíceis de superar.

As vitórias não são nem totais nem definitivas. Muitas vezes, quando pensamos que certos problemas terão sido já debelados, eis que nos confrontamos com eles na sua expressão por vezes mais crua.

Sabe-se, por exemplo, que um número considerável de crianças cabo-verdianas permanecem ainda sem registo, o que vai ao arrepio dos direitos elementares da Criança e da Cidadania.

É o velho Cabo Verde de injustiças arraigadas que reemerge, resistente aos esforços modernizantes, como que a recordar-nos que temos ainda uma longa caminhada pela frente.

A própria Democracia, a que me referi, como sendo uma das forças impulsionadoras do nosso sistema, encerra ainda vários impasses e bloqueios que reclamam ser superados.

Como na educação, impõe-se agora um salto qualitativo. A intolerância, que se exprime amiúde na utilização da ofensa, da difamação como forma de lutas políticas, ainda frequentes entre nós, não se compagina com o genuíno espírito democrático, que assenta, ao inverso, na tolerância e no respeito pela diferença.

Quantas vezes os cidadãos não ficam confundidos perante a falta, por vezes manifesta, da capacidade dos actores políticos em construírem, em interacção democrática, soluções de compromisso quando se encontram em causa interesses nacionais fundamentais?

O poder local é um dos esteios da democracia participativa. É por isso que espero, mas igualmente é meu apelo, que o novo ciclo eleitoral, que se avizinha, seja vivido com toda a maturidade democrática; que seja muito participado; que os diferentes candidatos ao governo das autarquias do país apresentem projectos ricos, consistentes e convincentes, que aumentem as alternativas à disposição dos eleitores.

É este, afinal de contas, a riqueza da democracia, a capacidade do regime propiciar liberdade e diversidade de escolha.

O que está em causa no próximo acto eleitoral é a capacidade dos diferentes candidatos em convencer o eleitorado de que são eles, e não os demais concorrentes, os mais aptos a materializar as aspirações de desenvolvimento local dos seus concidadãos municipais.

Devem, por isso, ter para com os munícipes uma postura pedagógica. Positiva. Persuasiva. Para que Cabo Verde saia a ganhar.

Caros Concidadãos,

A riqueza do nosso país é o seu cidadão. Por outras palavras, é você que me escuta. Nenhuma instituição pública, por eficaz que seja, pode substituir-se à energia criativa dos cidadãos.

“Mais do que boas leis, o fundamento de uma boa república é a virtude dos cidadãos”. Entre nós, reputo ser importante que valorizemos as iniciativas ousadas e corajosas dos cidadãos na produção de actos e coisas que enriqueçam a nossa vida colectiva e prestigiem o nome de Cabo Verde.

Com “valorizar”, quero dizer “erigir em exemplo a seguir”, pois a indiferença social perante o empenho e o talento só nos enfraquece.

Bem haja as cabo-verdianas e os cabo-verdianos que lançam empresas, fundam ONGs, publicam discos, criam escolas, escrevem livros, entre outras iniciativas! São os imprescindíveis construtores do amanhã.

Neste aspecto, gostaria de saudar o acto da consagração da Susana Lubrano, como melhor voz da África Ocidental, como exemplo feliz do que um cidadão, mesmo vivendo longe da mãe-terra, pode fazer para a elevação do nome da nossa Nação.

É-me grato, também, saudar e homenagear aqueles que se mostram disponíveis a se envolverem em causas públicas, seja no combate à sida, seja na protecção à infância, para só me referir a alguns exemplos paradigmáticos.

A disponibilidade para se envolver em causas de interesse colectivo é a expressão do que se pode chamar de novo heroísmo civil. Revela a nossa vitalidade cívica e é, de certo modo, o rosto da nova cidadania.

O Cabo Verde da solidariedade e da participação é parte integrante do nosso projecto de sociedade. Até porque, sabemos que o crescimento económico, por vigoroso que seja, não é por si só bastante para reduzir a pobreza e o fosso que separa os mais ricos dos que são pobres. Atitudes e políticas de solidariedade são precisas!

Enfim, caros compatriotas, quero estender os meus sentimentos de solidariedade e os meus votos de um Novo Ano Melhor às cabo-verdianas e aos cabo-verdianos que estejam internados, por razão de doença, ou que estejam privados da liberdade.

Dirijo-me, igualmente, às nossas irmãs e aos nossos irmãos da diáspora para, a todos, desejar sucessos e muita saúde.

Finalmente, auguro à Juventude cabo-verdiana muito empenho e sucessos na caminhada para a sua afirmação enquanto força social portadora da esperança e da fiança do futuro da Nação.


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