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  Cabo Verde
Estudantes em guerra com Universidade portuguesa
- 10-Jan-2004 - 10:21

Um grupo de estudantes cabo-verdianos matriculados na Universidade Aberta (UA), em Portugal, está descontente com aquela instituição do ensino superior. Em causa estão os sucessivos atrasos no envio dos documentos com conteúdo programático. Fala-se até em desistência, se a situação se mantiver.


Segundo o protocolo firmado entre a UA e o Ministério da Educação e Valorização dos Recursos Humanos (MEVRH), através da Direcção-Geral de Alfabetização e Educação de Adultos (DGAEA) em 1999, a UA enviaria toda a documentação aos alunos que os permitisse acompanhar os conteúdos programáticos dos diferentes cursos ministrados nessa instituição.

Materiais audiovisuais, manuais, fichas sumativas, são entre outros, os documentos que os alunos deveriam receber.

O protocolo refere, ainda, a possibilidade dos estudantes receberem apoio pedagógico dos tutores a partir de Portugal.

Por parte de Cabo Verde constituiu-se uma equipa de coordenação, actualmente chefiada pelo professor Osvaldino Barros, que, de entre outras coisas, faz chegar aos formandos os respectivos documentos.

Considerando que DGAEA é uma estrutura que se dedica a educação extra-escolar e que não está vocacionada para o ensino superior, entendeu-se por bem, em Junho de 2002, entregar a responsabilidade pela iniciativa ao Instituto Superior da Educação, que passou a apoiar logisticamente os estudantes cabo-verdianos.

O coordenador nacional dos cursos ministrados pela UA em Cabo Verde, Osvaldino Barros, reconhece os atrasos no envio dos materiais de apoio.

Defende que num sistema igual ao da UA, ou seja, com a metodologia do ensino a distância em que os alunos estão perante um sistema de auto-aprendizagem, é absolutamente indispensável que o estudante esteja munido dos documentos necessários para o seu estudo.

Por isso, o coordenador está a envidar todos os esforços junto da UA para que até o final do mês de Janeiro a situação seja ultrapassada. Neste sentido foi já constituída uma comissão, chefiada pela directora-geral do Ensino Superior, Amália Lopes, para analisar este assunto.

A comissão teve já um encontro com os assessores do ministro da Educação, onde se fez um balanço da cooperação entre a Universidade Aberta e o MEVRH.

E, vai ser elaborado um relatório a ser enviado ainda durante esta semana para UA, onde consta os aspectos positivos da cooperação, mas também alguns constrangimentos, nomeadamente os que se prendem com o funcionamento dos cursos em Cabo Verde.

Este relatório propõe um novo acerto na forma de colaboração, porque, segundo Osvaldino Barros, o desânimo é notório na atitude dos alunos.

Como forma de encontrar uma solução para o problema, Osvaldino Barros disse ainda que a coordenação enviou já uma proposta à UA, no sentido de que os documentos fossem enviados directamente aos estudantes.

Mas o coordenador nacional, ciente dos transtornos causados até agora, pede paciência, compreensão e perseverança dos estudantes e promete que até o final de Janeiro o assunto terá uma solução positiva.

Ainda assim, os estudantes que estão nessa situação, a grande maioria, dizem estar desesperados com os sucessivos atrasos que lhe têm provocado grandes transtornos no aproveitamento.

É o caso, por exemplo, de Jacinta Maria Silva Sá Nogueira, que se encontra matriculada há já um ano, em Línguas e Literaturas Modernas, com variante português/francês, e que ainda não recebeu qualquer documento. E, tem já exame semestral em Fevereiro. Várias tentativas têm sido feitas junto da universidade, inclusive da reitora.

Mas promessas de solução não passam disso: «assunto vai ser resolvido e os documentos estão já a caminho».

A aluna está desmotivada e fala em desistir do curso. Como ela estão vários outros colegas, dos mais de 280 alunos inscritos naquela instituição do ensino universitário português, distribuídos em 20 cursos – via cientifico, via ensino, etc.

O número de alunos em Cabo Verde tem aumentado consideravelmente. Por isso, diz Osvaldino Barros, « é normal que os constrangimentos sejam maiores».

Os alunos propõem o regresso da tutela da coordenação para a DGAEA. Neste sentido, um grupo de estudantes foi recebido recentemente pelo ministro Victor Borges, e essa intenção ficaram manifesta. Porque segundo eles, quando a coordenação era feita por DGAEA não se verificava qualquer atraso no envio dos documentos.

Carlos Sá Nogueira
in A Semana on line


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