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Grandes partidos, grandes problemas
- 27-Nov-2002 - 17:13

Para os grandes problemas são necessárias soluções à altura e é nisso que os três principais partidos políticos da Guiné-Bissau se têm que empenhar até à realização das eleições legislativas antecipadas, marcadas para Fevereiro de 2003.

Nas eleições de 1999, três formações ganharam o estatuto de grandes partidos: o Partido da Renovação Social (PRS), a Resistência da Guiné-Bissau (RGB) e o histórico Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC).

Mas, em comum, o PRS, a RGB e o PAIGC têm mais que o estatuto de grandes partidos, têm sérios problemas internos que podem trazer um acréscimo de dificuldades aos que surgiram com a dissolução do Parlamento e a antecipação da ida às urnas decretadas pelo presidente da República, Kumba Ialá.

No PRS - cuja figura tutelar nunca deixou de ser o seu fundador, em 1992, e actual presidente da República, Kumba Ialá, apesar de o ex-primeiro-ministro Alamara Nhassé ter arrebatado a liderança no congresso realizado no início deste ano -, está, a menos de três meses do escrutínio, por definir quem vai dar a «cara» pelo partido no momento do voto.

Tudo porque Nhassé deixou o cargo de presidente do PRS uma semana depois da queda do seu governo, colocando no seu lugar, interinamente, Alberto Na Mbeia, que não será candidato a chefe de executivo, como afirmou, e também porque o nome a propor para primeiro-ministro sairá do próximo Conselho Nacional.

E a «guerra» interna está em curso com duas «linhas» a digladiarem-se por detrás dos «panos».

De um lado, a linha de Alamara Nhassé e, do outro, a de Kumba Ialá. Mas ambas estão com os olhos postos no controlo do aparelho, embora a coberto de um silêncio estratégico, porque ninguém quer, segundo fontes contactadas pela Agência Lusa, hipotecar o relançamento do PRS como «partido de poder».

Numa encruzilhada está também a RGB, que neste momento tem dois presidentes: Hélder Vaz, o «presidente» das bases, e Salvador Tchongó, que um Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) colocou na presidência, no âmbito de um intrincado processo, que se seguiu aos problemas legais surgidos no congresso de 1999.

Hélder Vaz, que recorreu da decisão do STJ, realizou um congresso em que foi eleito por unanimidade, mas que foi considerado ilegal por aquela instância judicial há um mês, e está em marcha uma tentativa para embargar o congresso que Tchongó agendou para Dezembro.

Tchongó garante que vai realizar o seu congresso, enquanto é acusado por Hélder Vaz de ser uma «marioneta» de Kumba Ialá na RGB e, se a situação jurídica se mantiver inalterada, será a «cara» do partido nas eleições de Fevereiro.

Entretanto, o histórico PAIGC, para quem a presente crise na Guiné-Bissau abriu a porta à possibilidade de regressar ao poder no início de 2003, depois de mais de duas décadas de regime de partido único, apenas interrompido desde a guerra de 1998/99, atravessa também grave crise.

O PAIGC foi a única força política que não se pronunciou ainda sobre a antecipação das eleições pela voz do seu líder, Carlos Gomes Júnior, cuja contestação interna é evidente, mas abafada por uma «máquina» construída ao longo de décadas de partilha do ideal marxista.

Uma das razões para a crise no PAIGC é a acusação feita por Gomes Júnior a importantes dirigentes do seu partido de que receberam apoios, incluindo viaturas, do ex-«chefe» e seu ex-amigo pessoal João bernardo «Nino» Vieira, para desestabilizar o partido.

«Nino» Vieira está exilado em Portugal desde 1999, após o seu derrube pela ex-junta militar de Ansumane Mané, mas é à boca cheia que se fala em Bissau do poder que o seu longo braço ainda tem no aparelho do PAIGC.

Mas é também tradição no PAIGC que, perante um objectivo decisivo como são as eleições, a união substitua as desavenças, ficando estas por resolver mais tarde.

Por tudo isto, embora as consequências estejam longe de poder estar previstas, são três «monstros» que partem para a batalha eleitoral claramente fragilizados, permitindo que os pequenos partidos criem expectativas.

Mas dividir expectativas por mais de duas dezenas de partidos pode levar a que no parte e reparte sejam escassos os ganhos.

RICARDO BORDALO e MUSSÁ BALDÉ
Da Agência Lusa
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