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  Brasil
OMS intensifica medidas de combate à tuberculose e Sida
- 21-Jan-2004 - 10:20

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou hoje um plano de compatibilização entre os programas de luta contra a tuberculose e o HIV/Sida para intensificar o combate e conter a expansão da pandemia que atinge sobretudo o continente africano.


Com esta colaboração, a OMS prevê controlar a co-infecção (tuberculose - HIV/Sida, uma associação mortífera), através de um tratamento global que facilitará o diagnóstico precoce, acesso aos antiretrovirais e a cuidados de saúde e de informação dos pacientes.

O Brasil, país onde a investigação sobre o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e os antiretrovirais estão bastante avançados, está disponível para auxiliar a África a combater este flagelo e tem defendido a venda de medicamentos a preços mais baixos.

Na óptica da OMS, com um complemento de formação dos agentes de saúde, os programas de luta anti-tuberculose poderão colaborar na prevenção do Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV).

Actualmente, cerca de 40 milhões de pessoas estão infectadas com o HIV, com cinco milhões de infecções anuais, enquanto um terço da população mundial está infectada com o bacilo da tuberculose.

Cerca de oito milhões desenvolvem uma tuberculose evolutiva e dois milhões morrem anualmente, segundo a OMS.

Ao mesmo tempo, a despistagem dos casos de tuberculose vai intensificar-se nas zonas de forte prevalência do HIV através da integração deste diagnóstico nos serviços da doença infecto contagiosa (HIV/Sida).

Em África, cerca de metade dos infectados com HIV/Sida desenvolvem a tuberculose e cerca de 80 por cento dos tuberculosos são seropositivos.

Esta nova política define as acções necessárias de luta contra a dupla epidemia - tuberculose e Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV) -, sobretudo em África, onde vivem 70 por cento dos 14 milhões de pessoas duplamente infectadas, e dá conselhos claros aos países sobre as circunstâncias em que deverão tomar medidas.

Este programa será essencial para o sucesso da estratégia da OMS que prevê fornecer medicamentos antiretrovirais a três milhões de pessoas com Sida a partir de agora até ao fim de 2005.

"A tuberculose e o HIV são uma associação mortífera que deveremos combater ao adoptar um método de tratamento global", declarou em Genebra o director geral da OMS, Lee Jong-Wook.

"Com um tratamento eficaz podemos combater a tuberculose, dominar o HIV e preservar a saúde de milhões de pessoas", acrescentou.

Para o sucesso deste plano é essencial estender rapidamente os programas de aconselhamento e despistagem voluntária do HIV, para detectar, durante os próximos dois anos, mais de meio milhão de tuberculosos seropositivos, e reencaminhá- los para os serviços que assegurarão o tratamento através dos antiretrovirais.

Com a despistagem sistemática da tuberculose nos doentes infectados com o HIV poderá ser feita profilaxia nos casos de dupla infecção menos avançados, e tratamento dos pacientes com tuberculose evolutiva.

"A tuberculose é possivelmente a infecção oportunista mais importante e mortal. Lutando contra ela e contra o HIV, poderemos melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas infectadas", afirmou o director executivo da ONUSIDA, Peter Piot.


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