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OCDE diz que emigração mantém-se superior à entrada de estrangeiros
- 21-Jan-2004 - 18:02

Portugal continua a registar mais saídas de portugueses que entradas de estrangeiros, saldo que se verifica desde pelo menos 1993, tendo sido contabilizados 20,6 mil emigrantes contra 14,1 mil imigrantes em 2001, indica um relatório internacional.


Esta situação verificou-se apesar de o número de portugueses que partem para outros países ser o mais baixo em duas décadas, refere um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre as tendências migratórias internacionais divulgado esta quarta-feira.

Segundo os dados apresentados, 14.220 estrangeiros apresentaram pedidos de residência em Portugal em 2001, na maioria (35%) originários de países de língua portuguesa, principalmente Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau.

Dos restantes, 27,5% dos pedidos emanavam de cidadãos europeus, em especial de Espanha, Reino Unido, Alemanha e França, enquanto que os requerimentos de brasileiros representavam na altura apenas 10%.

Foram os resultados do processo de regularização extraordinário lançado em 2001 que indicaram que, pela primeira vez, a maioria dos imigrantes não era originária de países lusófonos, refere o estudo.

Desde então, tem-se verificado uma grande afluência de cidadãos da Europa do Leste (Ucrânia, Moldávia e Roménia), Brasil, Rússia, Bangladesh, China e Paquistão.

Entre 10 de Janeiro de 2001 e 31 de Março de 2003 foram concedidas 179.165 autorizações de residência com a duração de um ano, beneficiando, por ordem crescente, ucranianos, brasileiros, moldavos, romenos, cabo-verdianos e angolanos.

No final de 2002, os 405 mil imigrantes identificados em Portugal representavam 3,4% da população residente e mais de 4,5% da população activa.


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