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Lula da Silva altera governo e alarga base política de apoio
- 23-Jan-2004 - 22:58
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou hoje em Brasília uma remodelação ministerial para reforçar o sector social e alargar a base política de apoio do seu governo no Congresso Nacional.
Por Marco Antinossi
da Agência Lusa
Trata-se da primeira remodelação ministerial de Lula da Silva desde que assumiu o poder, em Janeiro de 2003.
"É sempre muito difícil dizer a um timoneiro que ele não está mais na condução do seu barco", afirmou Lula da Silva, ao anunciar a remodelação governamental.
"Todos sabem que o papel de um chefe de Estado é fazer coisas boas e muitas vezes coisas ruins, como dizer a um companheiro que ele não está mais no governo", referiu.
Lula da Silva salientou igualmente que está na hora de o seu governo cumprir as promessas que fez durante a campanha eleitoral, "saindo da fase do eu acho para a fase do eu faço".
O principal objectivo da remodelação ministerial é a melhoria da gestão da área social do governo, que tem sido criticada por analistas políticos e pela oposição pela falta de acção e de resultados concretos.
O antigo prefeito de Belo Horizonte (Minas Gerais) Patrus Ananias, do Partido dos Trabalhadores (PT), o mesmo de Lula da Silva, vai assumir um novo ministério, denominado Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
O novo ministério vai incorporar o programa Fome Zero, coordenado pelo ministro José Graziano e considerado por Lula da Silva como uma das principais acções do governo, mas que até agora produziu poucos resultados.
Patrus Ananias vai acumular as funções na área social até agora exercidas pela antiga governadora do Rio de Janeiro Benedita da Silva.
Benedita da Silva passou os últimos meses envolvida em denúncias de irregularidades administrativas, relacionadas com a alegada utilização de recursos públicos para viagens particulares, designadamente para Portugal, Argentina e Estados Unidos.
Para ministro da Educação, Lula da Silva nomeou Tarso Genro (PT), depois de demitir hoje mesmo, por telefone, o até agora titular do cargo, Cristovam Buarque (do mesmo partido), que se encontra em viagem em Portugal. Segundo a imprensa brasileira, Lula da Silva considera Cristovam Buarque "um bom formulador de políticas públicas, mas um mau gestor".
O presidente justificou a demissão de Cristovam Buarque com a necessidade de efectuar reformas no Ensino Superior, tarefa que, em sua opinião, será melhor cumprida por Tarso Genro, antigo prefeito de Porto Alegre.
Cristovam Buarque vai assumir o seu lugar de senador pelo Distrito Federal, para o qual foi eleito para um mandato de oito anos em 2002.
A remodelação ministerial foi utilizada também para incorporar oficialmente o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), do centro, na base política de apoio do governo de Lula da Silva.
O PMDB - que apoiou José Serra, então adversário de Lula da Silva na eleição presidencial de 2002 - já estava a dar apoio ao presidente no Congresso, nomeadamente na votação das recentes reformas da Segurança Social e Tributária.
A entrada do PMDB para a equipa ministerial é vista por analistas precisamente como "moeda de troca" pelo apoio dado por este partido ao governo de Lula da Silva.
Políticos do PMDB foram nomeados para os ministérios das Comunicações (Eunício Oliveira, em substituição de Miro Teixeira) e da Segurança Social (Amir Lando, em vez de Ricardo Berzoini, que passa a ministro do Trabalho e do Emprego).
Ricardo Berzoini vai ocupar o cargo de Jacques Wagner, que passa para o Conselho de Desenvolvimento Económico e Social.
Miro Teixeira será o líder do presidente Lula da Silva na Câmara dos Deputados.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, do Partido Socialista Brasileiro (PSB) - que defendeu a construção de uma bomba nuclear no Brasil quando tomou posse -, deixou o governo para ser substituído por Eduardo Campos, do mesmo partido.
Lula da Silva remodelou ainda a coordenação política do seu executivo, até agora exercida apenas por José Dirceu, antigo presidente nacional do PT e tido como o super-ministro do governo.
José Dirceu passará a dividir as suas atribuições com o deputado Aldo Rebelo, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Lula da Silva anunciou ainda a nomeação de Nilséia Freire para a Secretaria Especial de Políticas da Mulher, cargo até agora ocupado por Emília Fernandes.
Mantêm-se os ministros das Relações Exteriores (Celso Amorim), das Finanças (António Palocci), do Comércio Externo (Luís Furlan), da Agricultura (Roberto Rodrigues), da Defesa (José Viegas) e da Cultura (Gilberto Gil).
Além do PT, do PcdoB (de facção maoísta), do Partido Popular Socialista (PPS, antigo Partido Comunista do Brasil, pró-Moscovo) e do PMDB, o governo de Lula da Silva tem ainda a participação de militantes do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e do Partido Liberal (PL), ambos de direita, e do Partido Socialista Brasileiro (PSB), de esquerda.
O Partido Democrático Trabalhista (PDT), liderado por Leonel Brizola, abandonou o governo por considerar que Lula da Silva "traiu os compromissos da campanha" que o levou ao poder.

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