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  Cabo Verde
Nova escola de artes arranca em Outubro no Mindelo
- 26-Jan-2004 - 14:15

Uma escola superior de artes, apoiada por instituições portuguesas e internacionais, vai iniciar as actividades em Outubro na cidade cabo-verdiana do Mindelo, por iniciativa da organização não governamental (ONG) Atelier Mar.


Numa primeira fase, a instituição vai leccionar apenas duas licenciaturas, de artes visuais e via ensino, esta última para formação de professores de ensino secundário, respondendo às carências do sistema educativo de Cabo Verde.

Os cursos terão a duração de três anos, estruturados em semestres com uma carga horária intensiva, estruturados em unidades de créditos, respondendo aos desafios da denominada "Carta de Bolonha", de harmonização das licenciaturas europeias e de flexibilização dos planos de cursos.

Leão Lopes, antigo ministro da Cultura de Cabo Verde e principal dinamizador da escola, revelou à Agência Lusa que a mobilidade de professores e de alunos é uma das apostas da instituição.

Com um corpo docente de nacionalidade cabo-verdiana, mais para as disciplinas de formação geral, como a antropologia, sociologia, história e psicologia, as cadeiras que se reportarão às áreas específicas deverão ser ocupadas por docentes estrangeiros, não residentes.

Nesse sentido assumem especial importância os protocolos já celebrados com instituições portuguesas, como as faculdades de Belas Artes de Lisboa e Porto, a Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos e a Universidade dos Açores.

Segundo Leão Lopes, decorrem também contactos com instituições universitárias estrangeiras, de Rennes (França), ilhas Canárias e Vigo (Espanha), e Dakar (Senegal). A fundação Calouste Gulbenkian (Portugal) deverá também dar o seu apoio à escola cabo-verdiana.

Para conferir um cunho internacional à escola do Mindelo será criado um conselho consultivo onde terão assento representantes das instituições cooperantes e personalidades de reconhecido mérito ao nível das artes, como o pintor moçambicano Malangatana ou os portugueses Siza Vieira (arquitecto) e Júlio Resende (pintor).

"O país precisa de professores e de técnicos para actuar na área das artes, que não existem. Por todas as condições se justifica oferecer ao país uma escola com essas características", disse Leão Lopes.

A actividade da escola vai começar com duas turmas de 25 alunos cada (uma por cada licenciatura), mas depois de estar consolidada será encarada a possibilidade de avançar para outros cursos, como são os casos da arquitectura e design.

Mas, em perspectiva já está a cooperação com o Ministério da Educação e Valorização dos Recursos Humanos de Cabo Verde para o apoio artístico a um curso de formação profissional para mestres em artes e ofícios na Escola Técnica do Mindelo.

Para o arranque da escola está a ser negociado o apoio financeiro da cooperação de um país europeu. Ao Estado competirá disponibilizar bolsas para alunos e as instalações, que deverão ser as da antiga escola secundária do Mindelo.

O Atelier Mar "será a matriz", mas a Escola Superior de Artes disporá de um estatuto próprio, e de um conselho directivo e científico, este último também com a participação de docentes das instituições estrangeiras cooperantes.

Fundado em 1979, e reconhecido como ONG em 1987, o Atelier Mar tem desenvolvido programas de formação e pesquisa para a promoção e desenvolvimento das artes e ofícios em Cabo Verde.

Vem realizando acções de formação nas áreas da cerâmica contemporânea, artes gráficas, audiovisuais, madeira e, há cerca de dois anos, em pedra. Desenvolve também iniciativas de animação e de desenvolvimento comunitário.

Leão Lopes, fundador do Atelier Mar e dinamizador da escola, é também artista plástico, cineasta e autor de recolhas da tradição oral cabo-verdiana. Foi durante alguns anos docente em escolas portuguesas e professor de literatura e cultura africana na universidade francesa de Rennes II.


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