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  Cabo Verde
Um arquipélago que sonha ser Património da Humanidade
- 4-Feb-2004 - 16:16

O arquipélago de Cabo Verde, no seu conjunto, classificado como património da humanidade pela UNESCO? Os responsáveis do país querem que esse sonho seja realidade, fazendo apelo à diversidade climática e paisagística de cada pedaço de território.


Por Francisco Fontes
da Agência Lusa

A questão foi colocada há uns meses a técnicos do Centro do Património Mundial da UNESCO, numa visita a Cabo Verde, e, surpreendidos, pelo ineditismo da proposta, ficaram de estudar a sua viabilidade.

Conscientes de que se trata de "uma questão de difícil resposta", e que um processo desta natureza será moroso e a exigir um avaliação aprofundada, as autoridades não querem pôr de lado a ideia, pela importância que reveste num país que joga muito do seu futuro no desenvolvimento do turismo.

"Será provavelmente o único arquipélago do planeta com esta variedade de paisagens, de climas e micro-climas. Desde o desértico ao mediterrânico. E cada ilha é uma realidade, e dentro de cada uma podem encontrar-se paisagens luxuriantes e deserto", explicou à Agência Lusa o presidente do Instituto de Investigação Cultural e do Património (IIPC), Carlos Carvalho.

Independentemente disso, Cabo Verde apresenta vários espaços, históricos e naturais, susceptíveis de serem classificados como património da humanidade pela UNESCO e, na semana passada, a primeira lista foi remetida para a organização, cumprindo os requisitos de pré-candidatura.

Se até há pouco tempo era apenas referenciada a Cidade Velha, antiga Ribeira Grande, fundada pelos portugueses em 1462, a lista agora apresentada regista oito sítios.

Além da Cidade Velha, são candidatas a património histórico da humanidade a zona antiga da capital do país, o "plateau" da Cidade da Praia, o campo de concentração do Tarrafal e a cidade de S. Filipe, bem como os espaços naturais de Chã das Caldeiras, das Salinas de Pedra Lume e os parques naturais de Paúl e Vale da Cova.

De acordo com Carlos Carvalho, esta lista prévia foi delineada em concordância com os técnicos do Centro do Património da Humanidade da UNESCO, que visitaram Cabo Verde em 2003. A partir de agora passa-se para a preparação dos "dossiers" individuais de cada candidatura.

As primeiras candidaturas a apresentar serão as dos parques naturais de Vale da Cova e do Paúl, ambos na ilha de Santo Antão, que têm o seu processo mais avançado, por serem zonas protegidas, e apenas carecerem de uma atenção às particularidades históricas, nomeadamente à forma como se processou a ocupação humana desses espaços, a partir dos séculos XVI e XVII.

As Salinas de Pedra Lume, na ilha do Sal, são de uma beleza singular. Surgidas espontaneamente na cratera de um vulcão extinto, para onde a água do mar se infiltra, formam uma lagoa de propriedades curativas e uma imensidão branca por efeito da evaporação.

Industrialmente, começaram a ser exploradas a partir de 1919, por uma empresa francesa. Para fazer chegar o sal aos barcos foi construído um teleférico de 1.100 metros de extensão. O declínio da actividade exportadora não impediu que hoje continuem a ser exploradas, mas a sua candidatura a património natural da humanidade pode sofrer atrasos devido à disputa pela sua propriedade que opõe uma empresa turística italiana à autarquia local.

O espaço natural de Chã das Caldeiras e o núcleo histórico da cidade de S. Filipe, na ilha do Fogo, apesar de aparecerem separados na lista, deverão ser integrados num único e mais vasto "dossier", quando a candidatura avançar, adiantou à Lusa Carlos Carvalho.

A ideia também foi concertada com os técnicos da UNESCO e passa pela candidatura global da ilha do Fogo, pela sua singularidade, por ser "no seu todo um vulcão, com vulcões dentro de vulcões". Mas, para preparar a documentação necessária é preciso aprofundar os aspectos científicos, para além da riqueza histórica e natural.

Na ilha de Santiago a lista prévia inclui a Cidade Velha, o campo de concentração do Tarrafal e o "plateau" da Cidade da Praia, mas em todos eles terá de ser ainda desenvolvido muito trabalho no terreno para que as candidaturas possam ter viabilidade.

O presídio do Tarrafal, que durante décadas de vigência do regime fascista português recebeu presos políticos de Portugal e das ex-colónias, têm-se mantido num certo abandono, carecendo de reabilitação e de uma aprofundada pesquisa documental, no país e estrangeiro, para se poder transformar no almejado Museu da Resistência.

Na óptica do presidente do IIPC, independentemente das potencialidades do "plateau" da capital do país, pela sua riqueza patrimonial, "terá de haver decisões políticas de fundo" para se concretizar a candidatura.

A Cidade Velha, a primeira urbe fundada por europeus nos trópicos, em 1462, dois anos após a descoberta do arquipélago pelos portugueses, é considerada o berço da nacionalidade cabo- verdiana, e ao longo de séculos foi um importante entreposto negreiro e comercial, de África para a América e Europa.

Embora a maior parte do património quinhentista e de centúrias posteriores esteja em ruínas, também devido á destruição pelos piratas, a sua história, e os marcos que a testemunham, acalentam a esperança de uma classificação pela UNESCO, quando se cumprir o programa de reabilitação em curso, com o apoio de Portugal e Espanha.

A lista prévia de oito sítios a candidatar ao Centro de Património da Humanidade da UNESCO poderá ser enriquecida ao longo do corrente ano, com uma nova visita ao país de técnicos dessa organização.

Carlos Carvalho adiantou que os técnicos da UNESCO irão visitar outros sítios com potencialidades, nomeadamente nas ilhas de S. Nicolau, Fogo, Boavista e Santiago. Nesta última ilha, o espaço natural de Longueira, concelho de Santa Cruz, é um dos que apresenta grandes potencialidades.

E a esperança de Cabo Verde ter espaços a ostentar o dístico de património da humanidade é tanta que leva o presidente do instituto a afirmar que "muito dificilmente, nos próximos tempos, não estará classificado um ou vários sítios".

Na sua opinião, a vertente cultural é decisiva para promover no país um turismo sustentável e de qualidade, um sector que constitui das esperanças de desenvolvimento de um país frágil e de fracos recursos naturais.


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