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Situação na fronteira suscita inquietações
- 6-Feb-2004 - 14:34

A situação na fronteira entre Timor- Leste e a Indonésia "apresenta algumas inquietações", reconheceu hoje em Díli o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Ramos Horta.


"A questão da fronteira apresenta algumas inquietações, mas há também a convicção de que as autoridades indonésias estão determinadas a não permitir que quaisquer elementos possam causar perturbação nas relações bilaterais, que queiram causar instabilidade em Timor-Leste. Temos essa convicção e temos essas garantias", acrescentou.

Ramos Horta falava à imprensa à chegada a Díli, proveniente da ilha indonésia de Bali, onde liderou a delegação timorense à conferência ministerial regional contra o terrorismo, que decorreu nos passados dias 04 e 05.

A posição de Ramos Horta foi expressa na sequência da declaração proferida pelo orta comandante militar da parte indonésia da ilha de Timor, coronel Moeswarno Moesanif, no passado dia 28 de Janeiro, citado pelo jornal Jakarta Post, em que acusou uma organização ilegal em Timor-Leste de estar a preparar grupos armados para "criar o caos".

"A Indonésia tem revelado nestes (cerca de) três anos (de independência de Timor-Leste) seriedade no sentido de normalizar e fortalecer as relações bilaterais", adiantou.

Baseando as suas informações nos serviços de segurança indonésios, o coronel Moesanif identificou a organização ilegal como sendo o grupo Kolimau 2000 que, acompanhado por antigos membros das milícias pró-integracionistas, "pretendem desestabilizar Timor-Leste quando os "capacetes azuisÈ terminarem o seu mandato", em Maio próximo.

Referindo-se ao fim do actual mandato da Missão de Assistência das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMISET), o chefe da diplomacia timorense disse estar convencido que o Conselho de Segurança da ONU - que anunciará em Março a sua decisão sobre a prorrogação ou não do mandato, que termina a 20 de Maio -, vai "provavelmente, muito provavelmente, apoiar a continuação de uma missão de com três componentes: civil, observadores militares e segurança, que pode ser policial ou militar".

"Ainda não está decidido se será policial ou militar", assinalou.

O MNE timorense desloca-se a Nova Iorque quando o Conselho de Segurança debater a prorrogação do mandato da UNMISET, após a visita oficial que efectuará ao Brasil, a partir do próximo dia 16.

"Estou plenamente confiante e tranquilo de que o pós-Maio de 2004 não vai apresentar grandes inquietações para o povo de Timor- Leste mas, de qualquer maneira, como medida de dissuasão e prevenção, o governo timorense e o presidente da República (Xanana Gusmão) pediram à ONU a manutenção de uma presença credível, com uma componente das forcas de paz", disse.

"Não prevemos que haja necessidade de alguma intervenção dessas forças de paz", adiantou.

Questionado sobre as recentes declarações de Cristiano da Costa, líder do Comité Popular de Defesa - República Democrática de Timor -Leste (CPD-RDTL), que prometeu uma "batalha política" com o fim do mandato da UNMISET, Ramos Horta salientou que Timor-Leste "é um pais democrático, livre e tolerante, e ele tem todo o direito para ter o seu espaço de intervenção política que entender".

"Se ele quer dizer batalha política, pacífica, civilizada e educada, obviamente. Estamos a batalhar todos os dias no parlamento. A batalha política prometida por Cristiano Costa já vem desde 1999. Só depois de 1999 é que decidiram fazer batalha política contra a resistência (contra a ocupação indonésia), contra a ONU, contra todos", afirmou.

O CPD-FDTL é considerada uma organização ilegal pelas autoridades timorenses, que lhe imputam a responsabilidade de inúmeros incidentes de perturbação da ordem pública e, sobretudo, do fracassado atentado de Março de 2001 contra Xanana Gusmão e o então representante especial do secretário-geral da ONU em Timor-Leste, o brasileiro Sérgio Vieira de Melo.

Numa entrevista à rádio australiana ABC, Cristiano da Costa garante que o CPD-RDTL "vai esperar para ver (o que acontece com a saída da UNMISET), antes de preparar um plano, ou acção, que obrigue a um reajustamento constitucional".

Questionado sobre as modalidades em que o plano do CPD-RDTL será executado, Cristiano da Costa disse estar perante uma "batalha política".

"Esta é uma batalha política e vamos ter que aguardar o que acontece a seguir, se o governo vai ser capaz de manter a sua posição com a retirada da UNMISET", acrescentou.

O governo timorense sustenta que organizações como o CPD-RDTL ou o Kolimau 2000, entre outros, são apoiados pelos timorenses que vivem do lado indonésio da fronteira.

Calcula-se que actualmente permaneçam ainda em várias regiões da Indonésia cerca de 28 mil pessoas nascidas no que é hoje Timor- Leste Aqueles 28 mil refugiados são os que restam dos cerca de 250 mil que fugiram ou foram obrigados a fugir de Timor-Leste em 1999.

Números não-oficiais apontam para que cerca de 3 mil daquelas pessoas sejam antigos milicianos pró-indonésios.

Rogério Lobato, ministro do Interior do governo timorense, reconhece a insegurança que persiste nalgumas zonas do país, imputando a organizações como o CPD-RDTL, Kolimau 2000 e ainda aos grupos Orsuako, Maubere Foho Leten e Bua ho Malus, a responsabilidade por esses incidentes.

O CPD-RDTL apareceu publicamente pela primeira vez em 1999, integrando elementos descontentes da Frente Revolucionária do Timor- Leste Independente (FRETILIN, no poder).


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