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«Cerca de 160 munícipios fornecem mão-de-obra escrava», denuncia OIT
- 9-Feb-2004 - 18:47
Cerca de 160 municípios brasileiros são fornecedores de mão-de-obra escrava, indica um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) hoje tornado público.
A OIT constata que o estado "campeão" em gerar trabalhadores para serem explorados é o Maranhão (com 43 cidades "exportadoras"), seguido do Piauí (40), Pará (32), Mato Grosso (25) e Tocantins (19).
Segundo o estudo, os fazendeiros que exploram o trabalho escravo no Brasil vão buscar a mão-de-obra longe das suas terras, em cidades miseráveis, distantes às vezes milhares de quilómetros, onde as perspectivas de emprego e rendimentos são quase nulas.
A coordenadora nacional no Brasil do projecto da OIT de Combate ao Trabalho Forçado, Patrícia Audi, explicou que os proprietários de fazendas vão buscar esses trabalhadores a lugares muito distantes justamente para os manter sob domínio e dificultar ao máximo as possibilidades de regresso às terras natais.
"Além de serem levados para locais remotos, esses trabalhadores têm cerceados os seus direitos de ir e vir. São acompanhados de perto por vigilância armada e vivem em condições humilhantes", salientou Patrícia Audi.
O recrutamento desses trabalhadores é feito por "gatos", intermediários que os aliciam, contratam e controlam.
"Os escravos são contratados em municípios onde predominam os índices mais deploráveis de desenvolvimento. Os "gatosÈ enganam-nos, oferecem bons salários e boas condições de trabalho. Mas a família nem sequer sabe para onde o trabalhador foi levado", disse a secretária de Inspecção de Trabalho do governo brasileiro, Ruth Vilela.
Criadora dos grupos de fiscalização móvel que desde 1995 combatem o trabalho escravo no Brasil, Ruth Vilela disse ainda que as pessoas recrutadas são, na sua grande maioria (99 por cento), "seres humanos invisíveis".
"Nascem sem certidão de nascimento e vão morrer sem atestado de óbito. Nas fazendas, vivem em condições desumanas, sob lonas sem higiene, e bebem a mesma água do gado. Os animais são mais bem tratados, vivem em estábulos pintados e arrumados", indicou.
Em 2003, em 67 operações das autoridades brasileiras em fazendas em várias regiões do país, foram libertados cerca de cinco mil trabalhadores escravos, dos quais 1.873 no Pará, 1.089 na Bahia, 618 em Mato Grosso, 479 em Rondónia, 462 em Tocantins, 284 no Maranhão, 98 no Rio de Janeiro e 29 no Mato Grosso do Sul.

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