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Caminho de Ferro de Benguela em reabilitação deve chegar ao Bié em 2006
- 12-Feb-2004 - 15:03
O Caminho de Ferro de Benguela (CFB), uma linha desactivada desde 1975 que atravessa o território angolano da costa atlântica à fronteira leste, está a ser reabilitado e deve chegar ao Bié, centro do país, em 2006.
"Nós temos um programa aprovado superiormente, que visa reabilitar os troços até ao Bié em dois anos", afirmou hoje o Director Geral do CFB, Daniel Kipaxi.
A linha ferroviária, que foi um dos principais factores de desenvolvimento de Angola, tem uma extensão total de 1.303 quilómetros, do Lobito (Benguela) ao Luau (Moxico), mas ficou praticamente desactivada desde a independência do país, em 1975.
Nos últimos anos, foram realizadas várias tentativas para reabilitar o CFB, mas a falta de segurança devido ao conflito militar e o perigo das minas não permitiram que os projectos fossem concretizados.
A excepção era um pequeno troço, na parte inicial da linha, entre Lobito e Benguela, junto à costa atlântica, que permitia o transporte de pessoas e carga entre as duas principais cidades da província de Benguela.
Actualmente, segundo Daniel Kipaxi, estão a ser reabilitados os troços Lobito/Cubal e Cubal/Huambo.
Na ligação entre o Lobito e o Cubal, numa extensão de 197 quilómetros, o comboio já circula em 98 quilómetros.
Neste troço, onde foram reconstruídas três pontos, são transportadas, em média, cerca de seis mil pessoas por dia.
"O comboio transporta mais passageiros do que mercadorias, ainda não transporta grandes quantidades de carga", afirmou o responsável do CFB.
Relativamente ao troço entre Cubal e Huambo, numa extensão de 229 quilómetros, já se encontram reabilitados 34 quilómetros, a partir da capital do planalto central, circulando o comboio entre Santa Iria (na cidade do Huambo) e Caala.
Os trabalhos de reabilitação do CFB receberam do governo angolano um financiamento de sete milhões de dólares, que se destinam à reparação da via, reconstrução de pontes, reabilitação de estações e desminagem da via.
A aquisição de carris e travessas, que são compradas na Argentina e no Brasil, também é financiada com esta verba. Daniel Kipaxi salientou que a empresa que dirige está actualmente a negociar a aquisição de novas automotoras, adiantando que "as negociações estão no bom caminho".
Das 12 locomotivas que o CFB possui, apenas seis estão a funcionar, aguardando as restantes por reabilitação.
O concurso público internacional para a recuperação destas locomotivas está a decorrer, tendo Daniel Kipaxi salientado que existem empresas portuguesas, que não especificou, interessadas na obra.
O Caminho de Ferro de Benguela, que constituiu um dos principais factores de desenvolvimento de Angola, teve origem numa lei do governo português, datada de Agosto de 1899.
Essa lei autorizava a construção de uma linha ferroviária entre a costa atlântica de Angola e a fronteira leste do país, atravessando todo o território angolano.
A obra foi adjudicada a 28 de Novembro de 1902, mas os trabalhos de construção apenas tiveram início a 3 de Março de 1903, prolongando-se por 26 anos, até 1 de Fevereiro de 1929.
O caminho de ferro chegou ao Cubal, no interior da província de Benguela, em 1906, e só seis anos mais tarde a primeira composição entrou no Huambo, capital do planalto central angolano.
As obras estiveram interrompidas durante a I Guerra Mundial (1914/18) e só depois do final deste conflito a linha ferroviária voltou a ser progressivamente estendida, até chegar ao Luau, na província do Moxico, junto à fronteira com o Zaire, actual RDCongo (ex- Zaire).
A inauguração desta importante ligação ferroviária, ocorrida a 10 de Julho de 1929, permitiu que a cidade de Benguela, na costa atlântica de Angola, ficasse a 382 quilómetros de distância do Huambo, a 584 quilómetros do Cuito, capital da província do Bié, e a 992 quilómetros de Luena, capital provincial do Moxico.

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