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Jovens querem que governos dêem mais atenção aos seus problemas
- 12-Feb-2004 - 16:05
O Fórum da Juventude da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) pretende que os governos prestem mais atenção aos problemas dos jovens, defendendo que o espaço lusófono não deve ser apenas político, mas também social.
O presidente do Fórum, Cláudio Aguiar, angolano, exortou os governos dos países membros da CPLP a "definirem claramente as políticas que dizem respeito aos jovens" e alertou para a necessidade de uma "maior atenção" aos seus problemas.
O primeiro passo, segundo Cláudio Aguiar, é o reconhecimento do Fórum como uma organização que pode "aproximar os governos dos jovens" através da concretização de vários projectos.
O problema, no entanto, refere, é a falta de financiamento para que estes projectos possam ser colocados em prática, uma vez que os governos da comunidade não cumprem compromissos básicos como "o pagamento das quotas", revelando "falta de sensibilidade".
Desde que o Fórum foi criado, em 1997, apenas Portugal e Angola têm cumprido os seus compromissos, destaca Cláudio Aguiar, sublinhando que estão em causa valores entre os 700 e os 2.500 dólares (entre 547 e 1.950 euros) por ano.
O incumprimento por parte da maioria dos governos levou já os responsáveis do Fórum a procurar financiamento junto de outras instituições como a União Europeia, referiu o presidente.
Entre os projectos que o Fórum pretende pôr em prática, quando tiver orçamento para isso, contam-se várias acções de sensibilização, "nomeadamente sobre o vírus da SIDA", que afecta especialmente as sociedades africanas, "para que os jovens se apercebam das ligações entre este problema e outros como a droga, a delinquência juvenil e doenças sexualmente transmissíveis", explicou Cláudio Aguiar.
Nesta área, está prevista a realização da I Conferência sobre SIDA na Guiné-Bissau, ainda sem data definida, "mas que deverá realizar-se na segunda quinzena de Fevereiro do próximo ano", disse.
Um projecto que está quase concluído, por envolver poucos custos, é a criação de um centro de documentação na capital angolana, Luanda, graças à recolha de livros e computadores em Portugal.
O presidente do Fórum adiantou que o centro, um local onde os jovens poderão consultar livros e aceder à "Internet", deverá ser inaugurado em Maio, estando prevista a criação de outros dois, um na Guiné-Bissau e outro em São Tomé e Príncipe, ainda sem data definida.
Esta organização de jovens do espaço lusófono pretende ainda criar um banco de dados, com estatísticas sobre a população jovem de cada país da CPLP, promover seminários e debates sobre a igualdade de género, outro problema que afecta as sociedades africanas, "onde as raparigas não são tratadas de igual forma em relação aos rapazes".
A direcção do Fórum pretende que a organização seja encarada como "uma espécie de agência de cooperação" por forma a promover o intercâmbio e o associativismo juvenis", ou seja, "facilitar a mobilidade dos jovens no espaço da CPLP".
Apesar das críticas, Cláudio Aguiar reconhece que "os países estão a começar a responder de forma positiva às iniciativas do Fórum".
A prova, destaca, é a organização por parte do Conselho Nacional de Juventude português de uma reunião este fim-de-semana, em Lisboa, de todas as organizações congéneres da CPLP e que inclui a II Assembleia Geral do Fórum, que se realiza domingo.
Na reunião participam cerca de 30 responsáveis das organizações de jovens e dos governos dos países da Comunidade.
Está prevista para sexta-feira uma sessão de boas-vindas aos participantes na sede da CPLP, em Lisboa, na qual estarão presentes o secretário-executivo da organização, João Augusto de Médicis, dois representantes do governo português, a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Maria Manuela Franco, e o secretário de Estado da Juventude e Desportos, Hermínio Loureiro, além dos embaixadores junto da CPLP.
No sábado, decorre uma conferência sobre o tema "Cultura e Lusofonia - Cooperar em Português" e um debate sobre "Políticas de Juventude na CPLP", na Pousada da Juventude de Almada.
Na assembleia-geral de domingo será eleita uma nova direcção do Fórum mas, segundo o actual presidente, ainda não foram apresentadas as candidaturas, uma vez que, tal como está previsto nos estatutos, o prazo é até 24 horas antes do início da reunião.
O encontro servirá ainda para formalizar a adesão ao fórum do Conselho Nacional da Juventude de Timor-Leste.
A CPLP é constituída por oito países: Angola, Brasil, Cabo- Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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