| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Brasil
|
|
Museu substitui-se a consulados no apoio à aquisição da nacionalidade
- 13-Feb-2004 - 16:14
O Museu da Emigração e das Comunidades, em Fafe, está a substituir-se aos consulados portugueses no apoio aos luso-descendentes que pretendem adquirir a nacionalidade portuguesa, facilitando a recolha dos documentos necessários a este acto de registo.
Depois de receber várias queixas de luso-descendentes de que "os serviços consulares são muito demorados", o Museu começou a pedir e enviar os documentos necessários, permitindo acelerar o processo, afirmou o responsável pelo Museu, Miguel Monteiro.
Na base desta acção está a página de Internet do Museu (www.museu-emigrante.webside.pt), que tem disponível uma base de dados dos 8.703 portugueses que saíram do concelho de Fafe com passaporte entre 1834 e 1926.
O que o museu faz é pedir uma certidão de nascimento desses portugueses e enviá-la para os seus descendentes, que podem assim adquirir mais rapidamente a nacionalidade portuguesa, explicou Miguel Monteiro.
Contudo, o responsável pelo Museu da Emigração realça que, por enquanto, só podem ajudar aqueles cujos ascendentes eram do concelho de Fafe e que o Museu apenas intervém a pedido, o que já aconteceu cinco vezes.
Miguel Monteiro, que para este projecto contou com a colaboração do Governo Civil de Braga, adiantou que está a trabalhar no sentido de conseguir que outros governos civis disponibilizem os elementos dos passaportes de portugueses que emigraram, para aumentar essa base de dados.
"Dentro de cinco anos, o Museu espera ter disponíveis os dados de Braga, Viana do Castelo e Porto", indicou.
A par desta iniciativa, o Museu também já colocou várias famílias que nunca se tinham falado em contacto telefónico e electrónico.
Também através da página do Museu de Emigração e das Comunidades, "toda as pessoas que nasceram em Fafe desde 1650 podem encontrar a sua genealogia", bem como o historial de algumas famílias.
A origem dos emigrantes portugueses, a viagem para o exterior, a sua vivência num país estranho e o retorno a Portugal são outros assuntos desenvolvidos pelo Museu e disponíveis na Internet.
O Museu da Emigração, lançado em Julho de 2001 e aberto ao público em Agosto de 2003, pretende fazer uma comparação entre a emigração portuguesa do século XIX para o Brasil e a emigração do século XX para a Europa, disse Miguel Monteiro.
O Museu contará ainda com seis salas temáticas - Sala dos Indivíduos, da Ascendência, da Memória, das Comunidades e Associações, do Conhecimento e Biblioteca das Migrações, e do Porto Seguro e Lusofonia.
Contudo, devido à dificuldade que tem enfrentado em encontrar instalações físicas, actualmente está na Casa da Cultura de Fafe, o Museu tem-se dedicado a desenvolver e a consolidar a página da Internet.
O Museu espera ocupar no futuro o espaço da actual Biblioteca de Fafe, um edifício do século XIX chamado Casa do Brasileiro.
Miguel Monteiro admitiu que também "está a ser difícil adquirir peças para aumentar o espólio do Museu", sendo "mais fácil encontrá-las nos alfarrabistas do que em particulares".
De momento tem uma colecção de jornais antigos, fotografias, documentos, alguns objectos e o acervo da exposição "O Sonho Português - 25 anos de emigração em França", oferecido pela Federação das Associações Portuguesas de França, indicou.
O responsável disse ainda que o Museu está interessado em adquirir "o espólio que a Comissão dos Descobrimentos expôs no Porto" por ocasião dos 500 anos da descoberta do Brasil, o que se está a revelar uma tarefa difícil porque "a Comissão foi extinta e ninguém sabe quem é o responsável pelas peças, nem onde é que elas estão".

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|