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  Cabo Verde
Responsáveis da Saúde dos PALOP pedem a Portugal cooperação mais eficaz
- 13-Feb-2004 - 16:52

Responsáveis dos serviços de Saúde dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) fizeram hoje em Lisboa um diagnóstico dos problemas do sector e apelaram a Portugal para uma cooperação mais eficaz nesta área.


Para os representantes dos PALOP, que participam no I Encontro de Directores-Gerais de Países Lusófonos sobre Cooperação em Saúde, os principais problemas estruturais do sistema de saúde estão relacionados com a pobreza, falta de infra-estruturas, muitas destruídas devido a conflitos, e insuficiente capacidade de gestão.

O director-geral da Planificação e Cooperação de Moçambique, Humberto Cossa, falou no combate ao HIV/SIDA como uma das prioridades do sistema de saúde moçambicano, nomeadamente em termos de acções de prevenção e tratamento com anti-retrovirais.

Segundo o responsável, a sida afecta 13 por cento da população moçambicana (cerca de 17 milhões de habitantes).

Sobre a cooperação, Humberto Cossa considera que a ajuda externa "tem desvantagens quanto à eficácia" mas Moçambique está a tentar solucionar a dispersão de verbas através da criação de um fundo nacional, para o qual são canalizadas todas as contribuições "por forma a garantir uma gestão mais eficaz".

Para este responsável, Portugal pode ter um "papel importante" em termos de formação de recursos humanos "por razões históricas e por causa da língua".

A principal aposta deve ser, defende, a formação de formadores para garantir a continuidade após o fim das acções levadas a cabo por profissionais de saúde portugueses.

A directora nacional de Recursos Humanos de Angola, Evelize Fresta, atribui ao aumento dos níveis de pobreza, à deficiência da rede sanitária e à insuficiente capacidade de gestão, o actual estado dos serviços de saúde angolanos.

A responsável destacou a necessidade de um reforço dos recursos, nomeadamente através da descentralização dos serviços e a aposta na formação de profissionais de saúde para um melhor funcionamento deste sector em Angola.

A prioridade, acrescentou, é a "redução da mortalidade geral, em especial a infantil, e um maior controlo das doenças sexualmente transmissíveis, nomeadamente o HIV/SIDA, que, segundo dados de 2002, afectava 9.000 pessoas, com uma prevalência de 8,6 por cento em mulheres grávidas.

A malária é outra das preocupações, uma vez que afecta três milhões do total de 12 milhões de angolanos e é responsável por 35 por cento da mortalidade em crianças até aos cinco anos.

Actualmente, de acordo com Evelize Fresta, Angola dispõe apenas de 1.000 médicos, 25 por cento dos quais no âmbito da assistência técnica estrangeira, tendo a responsável pedido mais apoio a Portugal na formação de profissionais de saúde, em especial enfermeiros.

Angola precisa ainda de apoio na área laboratorial, de formação na forma de trabalhar com o equipamento e de formação de administrativos hospitalares.

Na Guiné-Bissau, segundo o director nacional da Planificação e Cooperação, Roberto Amadeu Cacheu, os conflitos e a instabilidade dos últimos anos teve "graves consequências no sistema de saúde", quer pela redução de apoio estrangeiro quer pela "fuga de cérebros" para o estrangeiro ou pela destruição de infra-estruturas.

O responsável guineense pediu a Portugal que reveja o plano de cooperação nesta área e aposte mais na formação de recursos humanos e destacou como principais preocupações a malária e a SIDA.

O representante de Cabo Verde, Carlos Brito, salientou o défice de serviços primários de saúde e má gestão dos poucos recursos existentes.

Quanto à cooperação com Portugal, as áreas prioritárias são a nível de manutenção de equipamentos hospitalares e acompanhamento de doentes oncológicos.

Segundo Carlos Brito, as doenças degenerativas, entre as quais o cancro, estão entre as cinco principais causas de morte em Cabo Verde.

O responsável de São Tomé e Príncipe, José Manuel Carvalho, manifestou a sua preocupação em relação à malária, que afecta entre 80 a 90 por cento da população, situação que gera o caos no único hospital central do arquipélago com capacidade de apenas 380 camas.

José Manuel Carvalho sublinhou também a falta de recursos mas manifestou a esperança de que este problema possa ficar resolvido em breve com o início da exploração de petróleo no arquipélago, anunciado para este ano.

O director-geral da Saúde de Portugal, José Pereira Miguel, manifestou à Lusa a importância destas "chamadas de atenção" por parte dos PALOP em termos de cooperação para que haja uma maior concertação ao nível das Administrações Regionais de Saúde (ARS), organismos que "têm os meios para a cooperação".

Estas recomendações vão ser transmitidas ao Instituto de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), acrescentou José Pereira Miguel.

Na sessão de abertura desta reunião esteve presente a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Maria Manuela Franco, que destacou precisamente a necessidade de um "diálogo permanente com os países beneficiários (da cooperação) para evitar a dispersão de meios".


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