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  Cabo Verde
«Ex-combatentes não podem ser esquecidos», afirma Alpoim Calvão
- 13-Feb-2004 - 16:54

O capitão-de-mar-e-guerra português Alpoim Calvão defendeu hoje em Bissau que a actual situação dos ex- combatentes guineenses que lutaram ao lado de Portugal na guerra colonial (1963/74) "não pode ser esquecida" no âmbito da sua condição de pensionistas.


Alpoim Calvão, que se encontra em Bissau para um trabalho jornalístico do canal por cabo espanhol "Viver", sustentou, em declarações à Agência Lusa, que a situação dos ex-combatentes guineenses é uma "vergonha", manifestando-se, contudo, convicto de que o ministro da Defesa português, Paulo Portas, "tem sensibilidade para a questão".

"Acho isto inacreditável. Em Portugal, qualquer jogador de futebol arranja residência ou naturaliza-se português em menos de um fósforo. Qualquer indivíduo que tenha dinheiro arranja um bom advogado e resolve o seu problema", justificou.

"Mas os homens, os nossos camaradas, que combateram nas nossas Forças Armadas e que, bem ou mal, serviram Portugal, não podem ser esquecidos. Isto é uma vergonha que espero que o ministro da Defesa e o secretário de Estado, que têm mostrado alguma sensibilidade para a questão, possam resolver", acrescentou.

Segundo a que a Lusa teve acesso, estão nestas circunstâncias mais de 2.000 guineenses que lutaram ao lado de Portugal contra a guerrilha do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e que não recebem qualquer pensão de reforma.

Instado pela Lusa a comentar a proposta do executivo de Lisboa que alarga o regime jurídico dos ex-combatentes para efeitos de reforma, o comandante da "Operação Mar Verde" na Guiné-Bissau (Novembro de 1992, em plena guerra da Guiné então portuguesa), considerou que a medida é positiva e que só peca por ser tardia.

"A proposta só peca por tardia, porque grande parte desses homens já morreu e outros estão muito velhos ou doentes. Vamos ver agora qual é a solução final", sustentou.

"Mas foi tão tardio que o Ministério da Defesa, quando deu andamento à questão, comprou cerca de 60 computadores e está há mais de um ano a introduzir 800 mil fichas no computador, que é o número de requerimentos que apareceu. Espero que em Abril esteja tudo pronto", acrescentou.

Sobre o general Kaúlza de Arriaga, que faleceu aos 89 anos a 02 deste mês em Lisboa, vítima de doença prolongada, Alpoim Calvão considerou-o um homem de "superior craveira intelectual".

"Nunca servi sob as ordens dele, mas conheci bem o general. Acho que era um homem de superior craveira intelectual, criador dos pára-quedistas, grande impulsionador da Força Aérea e foi comandante- chefe em Moçambique durante a guerra colonial", afirmou.

Para Alpoim Calvão, enquanto militar, algumas das acções desencadeadas e/ou lideradas por Kaúlza de Arriaga "podem ser discutíveis", pois, defendeu, "em todas as guerras as acções são sempre discutíveis".

"O que eu sei é que, há cerca de três anos, o Chefe do Estado- Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) moçambicano foi a Lisboa para o convidar a visitar Moçambique. Acabou por não ir porque estava já com alguma idade, 86 anos. Isto demonstra que havia algum respeito por ele", concluiu.


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