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D. Ximenes Belo diz estar a tentar abster-se de entrar na política
- 23-Feb-2004 - 14:23
O bispo D. Ximenes Belo disse hoje em Díli estar a tentar abster-se da tentação de entrar na política, nomeadamente de participar numa corrida ao cargo de Presidente da República, por recear que tal pudesse dividir o povo.
Em entrevista à Lusa, RTP, RDP e ao Semanário, o único jornal português que se edita em Timor-Leste, D. Ximenes Belo salientou que não se pretende "laicizar", comentando que uma candidatura presidencial contribuiria para "dividir o povo".
"É uma tentação de que me tento abster. Eu já disse que tenho a convicção teológica de que todo o bispo, todo o padre deve unir as pessoas e não dividir", acrescentou.
Para D. Ximenes Belo, se aceitasse uma candidatura presidencial, "haveriam pessoas pró-bispo e pessoas contra, e isso não é bom".
Numa entrevista publicada na última edição do "Semanário", D. Ximenes Belo reconhece que uma eventual candidatura presidencial lhe criaria "muitos inimigos".
Na mesma entrevista, destaca a tentação que constitui a entrada numa corrida presidencial, a qual disse concretizar apenas se o Vaticano o autorizasse e se o povo timorense lho pedisse.
"Eu terei de fazer o grande sacrifício, a grande abstenção de talvez não aspirar a estes cargos, mas colaborar talvez com escritos, com conferências e apelos. Creio que é muito mais benéfico do que ser presidente da República e estar depois a dividir a população", defendeu.
Ex-administrador apostólico de Díli, D. Ximenes Belo demitiu-se deste cargo em Novembro de 2002, para o que invocou a falta de saúde e a necessidade de descanso.
Radicado actualmente em Baucau, leste do país, a recuperar de uma febre de Dengue, D. Ximenes Belo afirma pretender retomar a vida sacerdotal, para o que aguarda colocação - "Estou à espera que me digam se vou para o Brasil, Angola ou Moçambique", disse.
Com a renúncia, D. Ximenes Belo manteve a titularidade de bispo de Lorium, uma diocese italiana já desaparecida.
Aquela nomeação, feita durante a ocupação do território pela Indonésia, pelo papa João Paulo II, constituiu uma estratégia do Vaticano para permitir que D. Ximenes Belo e o actual administrador apostólico de Baucau e Díli, D. Basílio do Nascimento, bispo titular de Settimunicia, ficassem hierarquicamente dependentes da Santa Sé e não da conferência episcopal indonésia.

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