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Procurador-geral nega existência de tráfico de órgãos humanos
- 23-Feb-2004 - 14:29
O procurador-geral da República (PGR) de Moçambique, Joaquim Madeira, desmentiu hoje a existência de tráfico de órgãos humanos no país denunciado em finais do ano passado por uma freira brasileira.
Em conferência de imprensa para apresentar os resultados de uma investigação iniciada em meados de Janeiro na província de Nampula, Joaquim Madeira disse aos jornalistas que a perícia à exumação dos corpos de pessoas alegadamente vítimas de tráfico de órgãos humanos "não encontrou nenhumas evidências" daquele tipo de práticas naquela província do norte do país.
"A equipa de investigadores encarregue de averiguar o rapto de crianças para tráfico de órgãos humanos em Nampula, não encontrou nenhumas evidências nesse sentido", assinalou Madeira, acrescentando que "das investigações feitas, não se pode estabelecer, com exactidão, uma ligação entre mortes e o tráfico de órgãos".
A freira brasileira Maria Elialda, que denunciou junto da PGR e da polícia os supostos casos de mutilação de órgãos humanos para venda, disse recentemente à Lusa ter visto cadáveres sem olhos, coração e cérebro.
O PGR moçambicano adiantou que a equipa, que inclui investigadores da Polícia de Investigação Criminal, da própria procuradoria e médicos legistas, efectuou no local 14 exames.
"Alguns cadáveres examinados tinham falta de certos órgãos mas os resultados das autópsias não determinam que os mesmos tenham algo a ver com o negócio de órgãos", frisou Madeira.
O procurador-geral acusou a polícia local de apatia, por alegadamente não ter dados exaustivos sobre o registo de mortes e por não ter efectuado registos fotográficos das alegadas vítimas de tráfico.
"A própria polícia é apática, pois durante a nossa visita não encontrámos nenhum relatório médico legista, nem mesmo um trabalho exaustivo de fotografia das alegadas vítimas", acusou.
O responsável pelo Ministério Público moçambicano acrescentou que a sua instituição está a preparar um programa conjunto com a polícia nacional para a montagem de um posto policial em cada localidade onde existem suspeitas daquela prática no país.

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