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Presidente Lula promete investigar todas as denúncias de corrupção
- 23-Feb-2004 - 18:39
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu hoje que, na sua governação, todas as denúncias serão apuradas, numa clara referência à exoneração do assessor da presidência acusado de alegados actos de corrupção.
Lula da Silva, que falava durante o seu programa semanal de rádio, assegurou ainda que não há (no governo) dificuldades que não possam ser superadas e disse que está pronto para as enfrentar.
O presidente brasileiro lembrou que demitiu de imediato o assessor da Presidência Waldomiro Diniz, depois de ter conhecimento das suas alegadas actividades ilegais, e reafirmou que o Ministério Público tem autonomia para fazer investigações, assim como o Congresso Nacional.
Referindo-se à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), pedida pela oposição para investigar as denúncias contra Waldomiro Diniz, o presidente afirmou que o Congresso tem "maturidade" e "inteligência" para decidir.
Sobre Waldomiro Diniz , ex-assessor do "braço direito" de Lula no governo, o ministro José Dirceu, o presidente acrescentou que até ao momento "não existe nenhuma prova de que ele tenha cometido algum acto ilícito" na função de ligação entre o governo federal e o Congresso.
"Se Diniz cometeu algum delito antes ou fora de sua função é um problema para a Polícia Federal resolver e para o Ministério Público investigar", disse.
Waldomiro Diniz, amigo pessoal e assessor do ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, foi denunciado pela imprensa como tendo recebido verbas ilegais durante a campanha presidencial de 2002 e arrecadado fundos de jogos ilegais para campanhas de legislativas do Partido dos Trabalhadores (PT) do presidente Lula.
Logo após Waldomiro Diniz ser exonerado do cargo pelo presidente, o ministro José Dirceu veio a público dizer que os actos do seu assessor não tinham sido praticados durante o actual governo, mas, novas notícias publicadas na imprensa no fim-de- semana, mostram que a sua actuação e contactos com o mundo do jogo ilegal continuaram em 2003, já durante a governação de Lula.
Sobre a decisão de mandar encerrar e proibir a actividade dos mais de mil bingos e caça-níqueis no Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que "a medida é dura, mas benéfica para povo brasileiro e necessária para evitar que o Brasil continuasse tendo bingos que não eram legalizados".
As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva surgem precisamente no momento em que o presidente nacional do PT, José Genoino, veio garantir que o partido e o governo não aceitam "dialogar com a oposição negociando a cabeça do José Dirceu".
"A permanência do Zé Dirceu na Casa Civil é inegociável. Os adversários uniram o PT, que nunca esteve tão unificado como agora. O governo funciona normalmente. Não existe crise de governabilidade", assegurou.
O jornal Folha de São Paulo escreve hoje que qualquer que sejam os próximos desenvolvimento José Dirceu sai desgastado desta crise o quer irá favorecer a oposição.
A Folha apresenta três cenários para a crise política brasileira que podem ter já desenvolvimentos a partir de quinta- feira, quando terminarem as férias do Carnaval.
No primeiro cenário, com a acção do governo contra os bingos e com o período de férias de Carnaval, Dirceu fica enfraquecido, recupera parcialmente, mas o governo fica mais dependente dos aliados José Sarney e António Carlos Magalhães.
No segundo cenário, a crise política continua e, para salvar o governo, José Dirceu pede a exoneração, volta ao Congresso levando a que a oposição dê tréguas ao governo que fica menos fragilizado.
No terceiro cenário, a crise continua, logo depois do Carnaval, com novas revelações sobre Waldomiro Diniz e suas ramificações no poder e PT, levando ao afastamento definitivo de José Dirceu e a uma maior dependência do governo em relação aos seus aliados no poder.

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