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  Cabo Verde
Bolseiros africanos amedrontados devido a confrontos étnicos em Voronej
- 27-Feb-2004 - 14:19

Os estudantes guineenses na cidade russa de Voronej vivem dias de medo após a morte de um estudante africano e o esfaqueamento de uma russa, alegadamente por africanos, disse o líder da comunidade africana naquela cidade.


"Chamam-nos de macacos e não podemos andar na rua senão em grupos, mas mesmo assim assaltam-nos", disse quinta-feira o guineense Quintino Tchentchenan, líder da comunidade africana em Voronej, que conta um milhar de estudantes.

Tchentchenan contou que os africanos de Voronej estão apavorados com o que apelidam de "ameaça fascista" local.

As declarações surgem um dia depois de uma jovem russa ter sido esfaqueada em pleno dia alegadamente por um grupo de indivíduos africanos, sendo depois hospitalizada.

O atentado ocorreu no mesmo lugar onde, no dia 21, um bolseiro guineense de 24 anos de idade foi assassinado.

Apesar de ambos os crimes terem ocorrido numa rua muito movimentada, não houve testemunhas da morte de Amaro António Lima, estudante do 2º ano da Academia da Medicina de Voronej, que morreu das facadas recebidas nas costas e no peito.

Já o ataque à jovem russa foi testemunhado por duas mulheres que descreveram à polícia dois assaltantes negros, com óculos escuros, um deles de casaco castanho.

No decorrer da operação de busca policial foram detidos pelo menos dois estudantes africanos francófonos - de óculos e de casacos castanhos - que foram levados para a sede da Direcção local do Interior, onde foram interrogados.

Entretanto, o corpo do estudante guineense continua na morgue local, já que, dizem os estudantes, a embaixada da Guiné- Bissau não tem meios para o transporte do corpo até Bissau.

Por exigência dos alunos, acrescentam, o reitor da Academia de Medicina prometeu pagar os encargos da trasladação do corpo por via aérea.

Os bolseiros guineenses dizem estar entre uma "ameaça fascista" e a inactividade das autoridades do seu país.

Pedem por isso que a missão diplomática de "algum outro país, por exemplo de Portugal ou do Brasil", tome conta dos interesses dos alunos da Guiné-Bissau na Rússia.

"Todos os meses, um de nós é espancado, esfaqueado ou agredido de outras maneiras", queixou-se Quintino Tchentchenan, que representa a comunidade africana na cidade.

Adilson Wcakra dos Santos Sanca, amigo do falecido Amaro António Lima, conta que três "cabeças rapadas" lhe deram uma facada quando seguia num autocarro, com outros passageiros.

"Como estudo Medicina, consegui estancar a hemorragia. Telefonei para a polícia, chegaram 50 minutos depois. Passei uma semana no hospital. Agora, um mês depois, matam o meu amigo", lamentou o jovem.

Segundo as mesmas fontes, os "skin-heads" desenham suásticas não apenas nas paredes das residências dos africanos, como até nos interiores dos estabelecimentos onde estudam os estrangeiros.

Contam que na casa de banho da Academia da Medicina, por exemplo, está um desses símbolos, esboçado pelos adeptos da RNE, a Unidade Nacional Russa.

Organização semi-clandestina que reclama ser defensora dos "patriotas" da Rússia, os membros da RNE caracterizam-se por usar sinais distintivos dos neo-nazis, botas altas e casacos de cabedal.

A comunidade africana em Voronej conta com cerca de mil cidadãos de diversos países de África, incluindo de Angola, Guiné Bissau, Moçambique e Cabo Verde.


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