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Missionária assassinada sabia do tráfico de órgãos humanos
- 27-Feb-2004 - 14:22
A missionária brasileira Doraci Edinger, assassinada em Nampula, no norte de Moçambique, tinha conhecimento do tráfico internacional de órgãos de crianças naquele país, declarou a directora da Irmandade da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
Hulda Hertel revelou que "a irmã Doraci chegou a comentar, há três anos, quando esteve no Brasil, o problema do tráfico de órgãos de crianças no norte de Moçambique. Disse que as famílias da região não sabiam como se defender dos traficantes e que os órgãos eram vendidos para outros países".
A pastora Hulda Hertel afirmou ainda que Doraci Edinger - numa carta que enviou à direcção da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), em 2001 - escrevia que tinha recebido ameaças de morte mas que "nunca esclareceu os motivos".
"A gente precisa de muita criatividade para animar e consolar este povo tão sofrido. Sei que realizei muitas coisas boas, mas podia ter sido melhor e com mais eficácia se não fosse por causa de tantas ameaças", escreveu Doraci Edinger na missiva.
"Nunca entendemos correctamente estas ameaças, porque a irmã Doraci tinha uma dedicação extraordinária ao seu trabalho em Moçambique", afirmou Hulda Hertel.
De acordo com a assessoria de imprensa da IECLB, com sede em Porto Alegre, a hipótese de a missionária, de 53 anos, ter sido assassinada por traficantes de órgãos de crianças surgiu após a denúncia de uma freira da Igreja Católica, Maria Elilda dos Santos, divulgada pela Rede Globo de Televisão, no domingo.
No programa, a freira, amiga de Doraci Edinger, revelou que as crianças de Nampula são vítimas do tráfico internacional de órgãos.
A freira católica Maria Elilda denunciou pela primeira vez a prática de homicídios, raptos de menores e tráfico de órgãos no final do ano passado.
A IECLB informou também que Doraci estava "ansiosa" por se encontrar este mês, em Moçambique, com o presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Walter Altmann.
O pastor recebeu a notícia sobre a morte da missionária já a caminho de Moçambique.
Walter Altmann participou na quinta-feira, na cidade de Beira, na reunião anual da "Joint Mission Board", grupo de igrejas dos Estados Unidos, Alemanha, África do Sul e Brasil que trabalham juntas no apoio à Igreja Luterana de Moçambique.
Hoje, o pastor desloca-se a Nampula para acompanhar de perto as investigações sobre a morte de Doraci Edinger, violada e assassinada no apartamento em que residia.
O corpo da missionária foi encontrado na terça-feira, mas o crime ocorreu provavelmente no sábado, 21 de Fevereiro, em circunstâncias ainda não esclarecidas pela polícia moçambicana.
Nascida na cidade gaúcha de Santo António da Patrulha, Doraci Edinger trabalhava desde Julho de 1998 em Moçambique, prestando serviços pastorais e de assistência social junto a comunidades pobres.
A missionária brasileira colaborava na construção de escolas, postos de saúde e na perfuração de poços para abastecimento de água.
A Radiobrás em Brasília noticiou quinta-feira que as autoridades policiais moçambicanas não excluem a possibilidade de a sua morte estar ligada ao tráfico de órgãos humanos.
A embaixada brasileira em Maputo está a providenciar a documentação necessária para a transladação do corpo.
Responsáveis da Igreja Luterana disseram à Lusa que o corpo da missionária deverá chegar ao Brasil na próxima quarta-feira.

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