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Remessas dos emigrantes quebram um terço em dois anos
- 27-Feb-2004 - 19:12
As remessas dos emigrantes registaram uma quebra de 33,18 por cento nos dois últimos anos, o que representa menos 1.240,1 milhões de euros em 2003 em relação a 2001, segundo dados do Banco de Portugal.
Desde 1996 que as remessas dos portugueses residentes no estrangeiros registavam subidas constantes, tendo atingido o valor mais alto em 2001, quando entraram em Portugal 3.736,8 milhões de euros.
A partir desse ano, o dinheiro enviado pelos emigrantes portugueses começou a diminuir e em 2003 atingiu os 2.496,7 milhões de euros, um valor inferior ao de 1996, ano em que as remessas foram na ordem dos 2.727,5 milhões de euros.
A maior queda registou-se no período 2001/2002, com uma descida na ordem dos 23 por cento, com as remessas de 2002 a situarem- se nos 2.844 milhões de euros, segundo o Banco de Portugal.
Os portugueses residentes nos países da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) enviaram menos dinheiro para Portugal entre 2001 e 2003, com excepção da Espanha.
Nos dois últimos anos, as remessas vindas de Espanha foram as únicas que aumentaram, representando, em 2001, 58.194 milhões de euros e, em 2003, 79.474 milhões de euros.
Na Europa, uma das maiores quebras verifica-se em França com 899.279 milhões de euros em 2003 contra 1.520,4 milhões de euros em 2001.
A tendência de queda verificou-se também no Reino Unido (185.412 milhões de euros em 2003 contra 232.840 em 2001), no Luxemburgo (89.107 milhões de euros em 2003 contra 102.739 em 2001), na Alemanha (212.302 milhões de euros em 2003 contra 325.245 em 2001) e na Suíça (521.596 milhões de euros em 2003 contra 721.871 em 2001).
No continente americano, os Estados Unidos apresentaram uma quebra de 116.522 milhões de euros nos dois últimos anos (394.503 em 2001 contra 278.061 em 2003), o Canadá teve uma queda de 29.858 milhões de euros (114.685 em 2001 contra 84.827 em 2003), na Venezuela a redução foi de 85.940 milhões de euros (95.736 em 2001 contra 9.760 em 2003) e no Brasil registou-se uma quebra de 4.515 milhões de euros (14.127 em 2001 contra 9.612 em 2003).
Ainda segundo o Banco de Portugal, em 1996, a contribuição das remessas dos emigrantes para o Produto Interno Bruto (PIB) situava-se nos 3 por cento, tendo em 2002 recuado para os 2,6 pc.
Apesar da falta de estudos sobre a matéria, especialistas contactados pela Agência Lusa apontam a diminuição do número de emigrantes, o afastamento das segundas e terceiras gerações em relação a Portugal e o retorno ao país como as principais causas da descida das transferências de dinheiro do exterior.
A quebra verificada nas remessas dos emigrantes motivou uma reacção crítica da Associação Reencontro de Emigrantes (ARE) que considera a situação "preocupante" e acusa o Governo de não tomar medidas tendentes a captar o investimento dos portugueses que vivem no estrangeiro.

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