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Polícia deteve cinco suspeitos da morte da missionária brasileira
- 28-Feb-2004 - 14:22
A polícia de Nampula deteve cinco pessoas na sequência do assassinato da missionária luterana brasileira Joraci Edinger, disse um responsável policial daquela cidade moçambicana.
Os detidos são os dois guardas que faziam a segurança ao edifício onde a missionária vivia sozinha, numa das ruas principais de Nampula, e três elementos da congregação luterana da cidade, estes por obstrução à justiça, referiu Xavier Roberto Tocoli, director da Ordem Pública da Polícia da República de Moçambique (PRM) de Nampula.
Os guardas são suspeitos de conivência com o crime, ocorrido por volta das 08:00 do dia 21 de Fevereiro e, segundo a autópsia, executado a golpes de martelo no crânio da missionária brasileira que residia em Moçambique desde 1998.
"A religiosa tinha montado um sistema de segurança que impedia que alguém entrasse na sua casa sem que fosse avisada pelos guardas, o que nos leva a crer que estes estarão relacionados com o crime ou que conhecem quem o praticou", disse Tocoli.
O responsável policial acrescentou que as autoridades baseiam igualmente as suas suspeitas no facto dos guardas de vigilância ao edifício não terem alertado para o desaparecimento da religiosa, cujo corpo só foi descoberto na terça-feira passada.
Além dos guardas, encontram-se detidos três membros da congregação luterana de Nampula, todos moçambicanos, acusados de terem transferido sem autorização o cadáver do Hospital Central para o Hospital Militar da cidade, este, o único que dispõe de câmara frigorifica.
"Eles defenderam-se com as melhores condições no Hospital Militar, mas, seja como for, tinham que avisar a polícia e suspeitamos que por trás disso exista mais qualquer coisa", disse Tocoli.
O director de Ordem Pública da PRM confirmou que os resultados da autópsia ao corpo da missionária brasileira não indicaram práticas de violação sexual nem de mutilação de órgãos e referiu que no apartamento foram encontrados documentos que provavam que Joraci iria viajar para a cidade da Beira para assistir a uma reunião do conselho da Igreja Evangélica de Confissão Luterana.
A missionária não tinha sido convidada a participar nessa reunião, que antecipou um encontro internacional de doadores, mas em telefonema para a sede dos luteranos em Maputo, um dia antes de ser assassinada, Joraci Edinger expressou a intenção em se deslocar à Beira.
"Nós sabemos que existem divergências no seio desta igreja e que ela ia viajar para a Beira para talvez relatar alguma coisa", disse o responsável policial.
Elementos da sede dos luteranos em Maputo confirmaram à Agência Lusa, na sexta-feira, a ocorrência de desfalques na Igreja que prejudicaram a sua actividade em Moçambique e na sequência dos quais foi movido um processo-crime contra um antigo pastor luterano, de nacionalidade moçambicana.

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