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  Cabo Verde
Areias da Mauritânia para salvar praias do arquipélago
- 8-Mar-2004 - 14:35

A procura de areia para a construção civil está a provocar danos visíveis nas praias de Cabo Verde, algumas já com "cicatrizes" profundas e irreversíveis, mas a solução para este grave problema está no... deserto do Saara.


Por Ricardo Bordalo
da Agência Lusa

Nas ilhas onde a pressão da construção civil é mais significativa, como Santiago - que alberga a capital, Cidade da Praia -, São Vicente, Sal e Maio, dezenas de praias apresentam já grandes crateras provocadas pela extracção de areia.

Na ilha de Santiago, as praias menos expostas e ainda inexploradas pelo turismo, o mais pujante sector económico do país, estão a ser limpas dos seus areais em ritmo acelerado, sem que o meio tenha tempo para os repor.

No rasto desta descontrolada procura de areia para as centenas de construções que todos os dias nascem nos bairros periféricos da capital, já com mais de 80 mil habitantes, emerge outro problema para além das "cicatrizes" no rosto das apetecíveis praias cabo-verdianas.

Um pouco por todas as ilhas onde esta questão começa a ser impossível de esconder, como o governo já admitiu, através do ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Arnaldo Andrade, a retirada das areias leva a água do mar a penetrar nos poços que alimentam a escassa, mas essencial, agricultura local.

Para equilibrar a necessidade de corresponder à procura cada vez mais intensa de areia para a construção civil e a preservação do meio ambiente, fundamental para o desenvolvimento do turismo, o governo negociou um contrato de importação com as autoridades da Mauritânia, onde a matéria prima abunda nos seus desertos, nomeadamente no Saara.

O inerte deverá ser transportado por batelões ou cargueiros e há já três empresas, entre as quais uma de capitais portugueses, a Central de Britagem, a procurar iniciar a importação de areia.

Uma das situações mais problemáticas encontra-se na Ilha de Maio, na zona da Ribeira de Dom João, onde uma extensa língua de areia está a desaparecer, quebrando a protecção contra a invasão da água do mar, sendo já notória a presença salina nos poços usados na agricultura e também para consumo das populações.

Também no Tarrafal e Santa Cruz (Santiago) esta questão começa a gerar profundo descontentamento junto das populações, sendo uma das vertentes do problema o facto de estas sentirem os prejuízos inerentes à extracção de areia sem que haja um retorno, por exemplo, em investimentos na região por parte dos responsáveis pelo "negócio".

Um dado adquirido é que, em Cabo Verde, devido à escassez de água, a areia não pode, como acontece amiúde na Europa, ser extraída longe do litoral porque, para isso é necessário proceder a diversas lavagens dos inertes para recuperar o grão fino de que a construção civil tem uma fome insaciável.

A única alternativa é, até que a importação da Mauritânia avance, retirar a areia das praias, situação que a frágil natureza do arquipélago não pode continuar a suportar sem sérios riscos para o desenvolvimento do turismo, o "petróleo" de Cabo Verde.

Porém, uma questão se levanta com a vinda das areias da Mauritânia: se os inertes são desejados, já alguma fauna que habita os desertos do continente, e inexistente em Cabo Verde, deve, alertam os ambientalistas, ser impedida de apanhar boleia para o arquipélago.


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