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  Cabo Verde
Civismo, porta-a-porta e funaná marcam campanha
- 13-Mar-2004 - 14:17

Os candidatos às eleições autárquicas do próximo dia 21, em Cabo Verde, estão a apostar no "porta a porta", quase sempre ao ritmo frenético do Funaná, como trunfo para a conquista do eleitorado.


Por Ricardo Bordalo
da Agência Lusa

A uma semana da votação, a campanha nos principais centros urbanos do arquipélago tem sido dominada pelos coloridos e barulhentos comícios, com os candidatos fortemente empenhados em levar as suas ideias e propostas aos eleitores, quase, literalmente, para dentro de suas casas.

Nos bairros periféricos dos principais centros urbanos do país, como na Cidade da Praia, capital, ou em Santa Cruz (ambas na ilha de Santiago), no Mindelo (São Vicente) ou no Sal, as máquinas de campanha apostam todas as energias num claro "porta a porta" para melhor "venderem" a sua argumentação.

Mais e melhores escolas, mais água e energia eléctrica ou campos desportivos são a pedra de toque dos incisivos argumentos com que os candidatos pretendem levar a água ao seu moinho nas quartas eleições autárquicas desde a abertura ao multipartidarismo em 1990.

Em Cabo Verde, esta táctica é de grande utilidade para as estratégias eleitorais tendo em conta que o povo eleitor demonstra uma invulgar disponibilidade para ouvir os candidatos.

E, a par das ideias e propostas, sempre vai aproveitando para recolher umas camisolas e bonés ou dar um pé de dança ao som do funaná, que anuncia a chegada das caravanas, um ritmo mais frenético do que as tradicionais mornas e coladeras cabo-verdianas e, por isso, mais propício à festa em que se transforma a campanha quando chega aos bairros e localidades menos centrais.

O amarelo, cor dominante da campanha do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder), e o azul claro, tom mais forte da máquina eleitoral do Movimento para a Democracia (MpD, maior força da oposição), dominam a paleta com que se vai formando o quadro eleitoral para o próximo dia 21.

O PAICV e o MpD fazem o pleno das 17 candidaturas, através de candidato próprio ou apoiando sem subterfúgios um "independente", sendo, por isso, os maestros e a orquestra da campanha.

O civismo, reconhecido pela generalidade dos concorrentes, tem marcado a campanha autárquica em Cabo Verde, exceptuando pontuais episódios de alguma efusividade argumentativa que obrigaram à intervenção da polícia, como aconteceu em Mosteiros (Fogo), onde as caravanas do MpD e do PAICV se envolveram em escaramuças.

São vários os relatos feitos na imprensa cabo- verdiana de situações em que apoiantes de uns e outros se ajudam mutuamente na colagem de cartazes - por exemplo, quando a uns falta o escadote que está a sobrar aos outros -, ou tomam decisões "ajuizadas" de escolher trajectos de campanha não coincidentes, se existem vestígios de alguma efervescência para lá do normal.

O próprio primeiro-ministro, José Maria Neves, disse, perante os jornalistas, no fim da última reunião do Conselho de Ministros, na tarde de quinta-feira, que o povo cabo- verdiano está a "demonstrar uma grande maturidade cívica".

"A norma tem sido o discurso elevado e a apresentação de propostas com elevado grau de civismo nesta campanha eleitoral" autárquica, frisou o chefe de governo, que salientou ainda "o profissionalismo demonstrado por toda a comunicação social" do país.

Na cobertura mediática da campanha, os órgãos de comunicação social públicos - Televisão e Rádio Nacional, jornal Horizonte e a Agência de Notícias Inforpress -, têm demonstrado uma rígida contabilização do espaço noticioso para não beneficiarem qualquer das partes.

A mesma tónica está a ser aplicada pela comunicação social privada, embora aqui a objectividade seja um conceito mais dilatado e a cobertura seja geograficamente menos intensa, atendendo às dificuldades inerentes ao facto de Cabo Verde ser constituído por nove ilhas habitadas.

Pelo meio, ficam duras críticas dos privados ao governo por este ter concedido um subsídio excepcional à comunicação social pública para a cobertura da campanha deixando de fora os... "outros".


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