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  Cabo Verde
Campanha sobe de tom no início da segunda semana
- 13-Mar-2004 - 14:23

A campanha eleitoral das legislativas de 28 deste mês na Guiné-Bissau entrou hoje na segunda semana, sendo visível uma subida de tom nas diferentes iniciativas, em que a actuação das Forças Armadas começa a ser posta em causa.


Por José Sousa Dias
da Agência Lusa

As propostas dos diferentes partidos começam, aos poucos, a ser conhecidas e saem também fora das tradicionais promessas eleitorais - construção de estradas, escolas, hospitais -, tornando notória uma vontade em demonstrar que estas estão inerentes a qualquer votação e que pretendem mostrar algo novo e que apele ao voto.

Desvalorizada e ultrapassada, nalguns casos, está a questão relacionada com a "libertação" e posterior "detenção" do ex-presidente Kumba Ialá, que, entre segunda e quarta-feira não teve guarda militar à porta de casa e chegou mesmo a proclamar a intenção de entrar na campanha.

E é precisamente por causa do "Caso Kumba Ialá" que o Partido da Unidade Nacional (PUN), através do seu líder, Idrissa Djaló, veio sexta-feira a terreiro pôr em causa a actuação das Forças Amadas, nomeadamente a cúpula militar.

"Se ontem havia dúvidas de que as Forças Armadas não tinham capacidade para resolver os problemas políticos do país, hoje está mais do que evidente esta questão", afirmou Djaló exortando os militares a deixarem "a política para os políticos".

Nesse sentido, o líder do PUN pediu aos militares para não interferirem na política e regressarem aos quartéis, "para cumprirem o papel na defesa da integridade territorial e soberania".

"As interferências que têm feito nos jogos políticos, em vez de ajudarem, só têm complicado. Aconteceu no conflito de 1998/99, em que depois complicaram tudo, e agora estão também a complicar", frisou, sustentando que há partidos no país que "têm características político-militares".

"Ou são políticos ou militares. Esta ambiguidade só vai dar cabo da democracia", alertou Djaló, sem adiantar pormenores.

Se as declarações do líder do PUN são consideradas localmente como as que mais se destacam de uma campanha que decorreu ao longo da primeira semana de forma morna, as do presidente do Partido do Manifesto do Povo (PMP), do antigo primeiro-ministro Faustino Imbali, tocam também no fundo, por ainda terem a ver com as Forças Armadas.

Num comício em Bissorã, 90 quilómetros a norte de Bissau, Imbali foi claro na necessidade de se proceder a uma reestruturação de fundo nas Forças Armadas guineenses, prometendo que, se vencer a votação, vai "acabar com o conceito do problema dos militares".

Tal como Djaló, o líder do PMP sustentou que todos os actores da vida política guineense que ainda não chegaram ao poder ao longo de 30 anos de independência, estão hoje em dia em cena a jogar a última cartada, "para representarem a sua "última peça teatral na política".

Embora sejam partidos considerados "relativamente pequenos", quando comparados com as estruturas dos "mais fortes", ambos têm forte influência em parte do território guineense, pelo que poderão desempenhar um papel activo caso nenhuma força política vença as legislativas com maioria absoluta.

Entre as forças consideradas localmente as mais fortes encontram-se o Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de Carlos Domingos Gomes, o Partido Unido Social-Democrata (PUSD), de Francisco Fadul, a coligação Plataforma Unida (PU), de Hélder Vaz, a União Eleitoral (UE), de Joaquim Baldé, o Partido da Renovação Social (PRS), cujo candidato a primeiro-ministro é ainda um mistério, e ainda a União para a Mudança (UM), de Amine Saad.

Além das tradicionais promessas, em vários comícios, o PAIGC tem prometido uma reforma profunda na Administração Pública, pois o Estado é o primeiro empregador do país.

À "boleia", a UM defendeu que a revisão da tabela salarial na Função Pública será a sua primeira medida se for governo, enquanto o PUSD e a UE prometeram combater a corrupção e a fraude e a PU introduzir a escola corânica no sistema de ensino.

A PU, aliás, é a única das 15 forças políticas que se apresentam a votação que imprimiu cartazes em árabe, numa tentativa de captar o eleitorado muçulmano do leste e norte do país, onde tem a sua principal base de apoio.

Quanto ao PRS, os apelos têm sido de cariz interno e político, uma vez que os candidatos a deputado pela formação política criada por Kumba Ialá em 1992 têm sido sucessivamente "avisados" para estarem atentos "às manobras e fraudes em preparação".

Todos estes partidos garantiram que vão vencer as legislativas.

As restantes sete formações limitam-se a apelar ao voto nos seus candidatos, prometendo a diálogo, a tolerância e a reconciliação nacional, a par do combate à corrupção e à pobreza.

A campanha só termina às 24:00 locais de dia 26 (mesma hora em Lisboa) e, até lá, há duas semanas pela frente, em que Bissau será deixada praticamente para o fim.


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