| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Brasil
|
|
Empresários vão usar cultura portuguesa para fazer negócios
- 19-Mar-2004 - 15:17
A ideia de usar a cultura comum para fazer negócios é o ponto de partida de um clube de empresários e quadros superiores portugueses nascidos ou emigrados em França, que será apresentado no sábado em Paris.
A ideia é reunir várias pessoas de origem portuguesa com posições influentes em empresas dos mais variados ramos, podendo participar tanto proprietários de pequenas e médias empresas, como directores e administradores de grandes empresas francesas.
Tendo acabado de formar uma empresa, David Monteiro, um dos fundadores do Atlântico - Clube dos Empresários Portugueses de França, já aspira a tornar-se uma referência no sector das flores no âmbito da comunidade portuguesa em França.
Com apenas 25 anos, fundou no início deste mês com um casal luso-brasileiro a Art Manies Events & Apparats, especializada na decoração com flores em cerimónias, como baptizados e casamentos, banquetes de empresas ou desfiles de moda.
A empresa oferecerá ainda um serviço de cabazes alimentares para pequenos-almoços ou oferta e quer abrir uma loja no centro de Paris com artesanato e objectos exóticos de Portugal e Brasil, mas também do Líbano, Líbia ou África do Sul.
Interessado em aproveitar a dupla-nacionalidade, o domínio da língua e os contactos na comunidade portuguesa para desenvolver a nova actividade, David Monteiro esteve desde o início ligado à ideia de criação de uma rede de empresários.
Um dos modelos a seguir é o da Associação Nacional dos Jovens Empresários (ANJE), que deu apoio a este projecto, mas também a realidade de outras comunidades em França, "como a comunidade judia, que tem uma rede que funciona muito bem", considerou David Monteiro.
O empresário acredita no potencial dos portugueses de França, que tem estado perdido porque "são muito discretos", mas que o clube de empresários pode ajudar a progredir.
"No passado houve estruturas parecidas, mas não que não funcionaram. O nosso objectivo é fazer negócios e não almoços e jantares", sublinhou.
Residente em França há duas décadas, Luís Cavaco, de 41 anos, também vê neste clube uma oportunidade de fazer crescer a agência de comunicação e publicidade de que é proprietário desde 2001, e cuja clientela é na maioria francesa.
Apesar de ter feito os seus estudos no Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing (IADE), em Lisboa, desde que está em França, onde se estabeleceu por questões pessoais, trabalhou com empresas francesas e sem ligação a Portugal.
Só recentemente a L'Autreagence começou a trabalhar com companhias portuguesas, como o BCP, a TAP ou a Marconi, e reconhece que a dupla cultura que adquiriu "é importante para ajudar estas empresas a entrar no mercado francês".
"O grande problema é que não podem usar os grandes meios porque são muito caros e têm de ser mais focalizados para atingir os objectivos", nomeadamente a comunidade lusa, conhecimentos que entretanto Luís Cavaco adquiriu.
Todavia, se o clube "interessa para conhecer empresas portuguesas em França para trabalhar", o seu objectivo pessoal é "ajudar a melhorar a imagem do país e dos portugueses em França", pois os preconceitos que antes existiam prejudicaram-no no início da carreira.
Na opinião de Patrice Mendes, sócio de uma agência de seguros e consultoria de produtos financeiros, "os objectivos culturais e económicos estão ligados e é a cultura portuguesa, a prática da língua e a ligação a Portugal que faz com que este clube possa existir".
Nascido em França há 34 anos, Mendes conhece profundamente a comunidade emigrante: pouco depois de ter começado a trabalhar em companhias de seguros francesas, os seus chefes perceberam a importância do seu contributo para explorar o mercado da comunidade.
Há cinco anos criou a única mútua dirigida à comunidade portuguesa, a Mutuelle Lusitânia, e hoje a LusoConseil, que fundou em 2003 por ambição profissional, tem 70 por cento de clientes distribuídos por diversas gerações portuguesas.
Segundo Patrice Mendes, muitos empresários que conhece manifestaram interesse na ideia do clube, que cria um "potencial de relacionamento e de trabalho" e que "pode dar visibilidade aos empresários lusos".
Por isso insiste que os interesses culturais e económicos na criação deste clube "não se opõem, antes são uma mais-valia".

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|