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Igreja católica solidária com missionárias que denunciaram tráfico
- 22-Mar-2004 - 14:29
A hierarquia da Igreja Católica da província de Nampula, norte de Moçambique, solidarizou-se com as missionárias que denunciaram a existência de tráfico de órgãos humanos na região e repudiou notícias que "desprestigiam" essas denúncias.
Esta tomada de posição vem expressa num comunicado com data de 18 de Março subscrito pelo arcebispo de Nampula, Tomé Makhweliha, pelo presidente da Confederação dos Institutos Religiosos de Moçambique, António Lopez, e pelo arcipreste dos sacerdotes diocesanos daquela província, Avelino Arlindo.
Nele, os líderes católicos rejeitam "todos os mecanismos que têm sido utilizados para desviar ou silenciar" o trabalho da Igreja Católica "na denúncia do tráfico de menores, raptos, assassinatos e mutilações de cadáveres".
"Declaramos falsas todas as afirmações que tendem a mostrar uma Igreja dividida e distante daqueles que, em nome da mesma, denunciaram desde os primeiros momentos os crimes praticados", lê-se no comunicado.
A Igreja Católica de Nampula exige que prossigam as investigações sobre a alegada rede de traficantes e que "cheguem à conclusão de forma exaustiva, transparente, coerente e incondicional" para que "os criminosos sejam desmascarados".
A alegada onda de raptos e assassínios de menores para extracção e tráfico dos respectivos órgãos foi denunciada no último ano pelas missionárias do Mosteiro Mater Dei, sobretudo por uma religiosa brasileira, Elida Santos, cujo trabalho o comunicado qualifica de "credível".
Nas últimas semanas, diversas notícias e intervenções de religiosos e parlamentares puseram em causa a credibilidade da missionária brasileira, acusando-a de procurar protagonismo e de não apresentar provas para sustentar as acusações.
Com o comunicado de que é o primeiro subscritor, o arcebispo de Nampula quebrou o seu silêncio sobre a situação, à qual tinha aludido em termos genéricos em homilias durante actos religiosos, mas evitando conceder entrevistas ou expressar opiniões fora do espaço litúrgico.

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