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Ministra moçambicana quer minorar discriminação e promover igualdade
- 23-Mar-2004 - 14:22
A ministra da Mulher e Coordenação da Acção Social moçambicana defendeu hoje a necessidade de encontrar formas para minorar a discriminação no mundo e sensibilizar a sociedade para apoiar e promover a igualdade racial e entre homens e mulheres.
Virgília Matabele participa, de 22 a 24 de Março, em Brasília, no seminário "América do Sul, África, Brasil 2004: acordos e compromissos para a promoção da igualdade racial e combate a todas as formas de discriminação", organizado pela pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do Brasil.
"Este seminário, que reúne africanos e latino- americanos, vem ajudar-nos a encontrar estratégias de acção para implementarmos nos nossos países, adequando-os à cultura, tradição e costumes de cada povo", afirmou a ministra moçambicana.
Segundo a ministra, as questões de raça e de género tornam mais pesada a discriminação, mas há outros grupos marginalizados no processo de desenvolvimento dos países, como os da terceira idade e os portadores de deficiências.
"Uma mulher da raça negra que é deficiente sofre uma tripla discriminação", disse.
Mostrou-se, noutro passo, favorável à questão das quotas para garantir um maior acesso dos negros às universidades brasileiras, considerando tratar-se de uma "discriminação positiva".
"Mas, para além das quotas - advertiu -, deve-se fazer um trabalho de base para que todos tenham acesso às escolas e acesso com qualidade".
Virgília Matabele lembrou que, em Moçambique, mais de 30 por cento dos lugares na Assembleia da República são ocupados por mulheres e que, actualmente, há três ministras e cinco vice-ministras no Executivo de seu país.
O vice-ministro de Agricultura e do Desenvolvimento Rural, João Carrilho, que também integra a delegação de Moçambique no seminário sobre racismo e discriminação, vai participar nas discussões sobre acesso à terra.
Em declarações à Lusa, Carrilho assinalou que, em Moçambique, onde a terra é propriedade do Estado, o governo toma medidas para que não surjam oligarquias rurais num momento em que está a decorrer um processo de descentralização da gestão da terra.
"A nossa preocupação é que a descentralização não signifique uma maior discriminação dos fracos, e sim uma maior democratização do acesso e do uso da terra", disse.
Paralelamente ao seminário, o ministro moçambicano vai visitar o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para acompanhar o andamento do acordo de cooperação, assinado entre os dois países em Agosto de 2002, sobre a utilização de satélites brasileiros.
O projecto, coordenado pelo INPE, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, prevê assistência técnica e uso gratuito de canais de satélites para a monitorização climática, meteorológica e hidrológica de Moçambique, informações fundamentais para a prevenção de secas, enchentes e para a melhoria da produção agrícola.

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