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99 observadores internacionais fiscalizam votação
- 23-Mar-2004 - 14:56

Várias organizações internacionais e alguns países, entre eles Portugal, enviaram um total de 99 observadores para ajudar na fiscalização das eleições legislativas de domingo na Guiné-Bissau, indicou hoje uma fonte da ONU.


Segundo o assessor de imprensa do Gabinete das Nações Unidas na Guiné-Bissau (UNOGBIS), Muniro Conté, já chegaram ao país 47 observadores, na sua maioria de Portugal (oito) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP, 18). Os restantes 52 chegarão a Bissau nos próximos dias.

A maior "delegação" é a da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que terá na Guiné-Bissau 20 elementos, seguida da da CPLP (18), da Organização Internacional da Francofonia (OIF, 15), da União Africana (UA, oito) e União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA, quatro).

Ainda segundo Conté, os países representados na missão de observação são o Senegal, com 10 elementos, Portugal (oito), Estados Unidos e Gâmbia (ambos com quatro), Rússia (dois) e Brasil e Mauritânia (um).

Foram ainda convidados quatro observadores internacionais a título individual, assinalou o assessor de imprensa, sem avançar pormenores sobre a sua proveniência.

De fora está a União Europeia (UE), que não enviou quaisquer observadores, uma vez que ainda não reconheceu as autoridades saídas do golpe de Estado de 14 de Setembro último, que destituiu o então presidente Kumba Ialá.

A UE, que nunca suspendeu os programas de cooperação com a Guiné- Bissau, sustenta que só voltará a apoiar a Guiné-Bissau depois das eleições e com um governo democraticamente eleito.

Os 99 observadores irão trabalhar sob a coordenação da UNOGBIS, chefiada pela diplomata brasileira Ustana de Oliveira.

No quadro desta coordenação, sublinhou Conté, a UNOGBIS vai promover "sessões de treino", que visam proporcionar aos observadores "conhecimentos mais profundos sobre a realidade guineense".

Nesta perspectiva, concluiu, a UNOGBIS elaborou um manual sobre a situação política e social da Guiné-Bissau, bem como exemplares da Lei Eleitoral do país.


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