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Mais duas crianças desaparecidas em Nampula, afirma a RENAMO
- 24-Mar-2004 - 15:38
A RENAMO, o maior partido da oposição moçambicana, denunciou hoje o desaparecimento nas últimas semanas de mais duas crianças em Nampula, província do norte do país que tem sido referida como palco de tráfico de órgãos humanos.
O deputado da RENAMO e membro da Comissão de Petições da Assembleia da República de Moçambique Rui de Sousa disse hoje à Agência Lusa ter constatado ser "real o fenómeno de desaparecimento de menores" na província.
"Há desaparecimentos misteriosos em Nampula. Mais duas crianças desapareceram há quinze dias, mas é difícil provar se o caso está relacionado com o tráfico de menores e de órgãos humanos", disse Rui de Sousa, assegurando que a sua bancada ainda está a investigar as circunstância em que os menores desapareceram.
O parlamentar moçambicano sublinhou que pelo menos nove crianças já foram dadas como desaparecidas em Nampula desde Outubro último, altura em que as missionárias do Mosteiro Mater Dei, sobretudo uma religiosa brasileira, Elilda Santos, denunciaram a existência do tráfico na região.
Rui de Sousa disse que ele e os seus colegas da bancada da RENAMO naquela Comissão apuraram existir "graves problemas" relacionados com o suposto tráfico de órgão humanos, destacando a "ilegalidade" da permanência de um casal estrangeiro, que tem sido acusado pelas missionárias de envolvimento numa rede de traficantes de órgãos humanos.
Segundo Rui de Sousa, os deputados da RENAMO ouviram, nas suas primeiras audições, o governador da província, Abdul Razak, o referido casal, líderes da igreja católica e alguns familiares das supostas vítimas do tráfico.
"Constatámos que há proteccionismo ao casal por parte do governo e da procuradoria provincial", acusou.
Uma delegação da Comissão de Petições da Assembleia da República moçambicana encontra-se em Nampula desde o dia 15 de Março, na sequência de queixas de trabalhadores da província de terem sido prejudicados com o processo de privatizações.
A RENAMO aproveitou a deslocação para ouvir testemunhos de pessoas relacionadas com as notícias do alegado tráfico de órgãos humanos, posição que não foi seguida pela FRELIMO, o partido no poder.
"O grupo de deputados que foi a Nampula não foi mandatado para seguir o caso de tráfico de órgãos humanos", justificou à Lusa o presidente da Comissão de Petições, Eduardo Nihia, da FRELIMO.

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