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  Cabo Verde
Governo quer Presidente português como «advogado» do país junto da UE
- 25-Mar-2004 - 14:23

O governo de Cabo Verde já traçou os objectivos para a visita do presidente da república de Portugal: atrair empresários para o arquipélago e aproximar as ilhas da União Europeia.


Jorge Sampaio inicia uma visita oficial de cinco dias a Cabo Verde na segunda-feira e o Governo do arquipélago assume a "grande expectativa" que a rodeia.

O presidente português vai discursar na abertura da sessão parlamentar da Assembleia Nacional de Cabo Verde.

Para o ministro da presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do Governo cabo-verdiano, por este discurso "se poderá averiguar a dimensão da importância desta visita".

Na avaliação de Arnaldo Andrade, "as relações entre Portugal e Cabo Verde são muito boas, excelentes, abrangem um leque variadíssimo de assuntos de Estado e têm a particularidade de haver vontade de uma parte e de outra para apostarem num dialogo intenso, ao mais alto nível e forte".

"O ano passado esteve cá o primeiro-ministro Durão Barroso, vários ministros vieram entretanto, e agora o presidente da república de Portugal. Isto significa que o diálogo entre Portugal e Cabo Verde está colocado no patamar mais alto", sublinhou.

Há, no entanto, áreas onde este "diálogo" pode crescer, assinala o porta-voz do Governo de Cabo Verde.

"Há uma forte aposta no desenvolvimento do domínio empresarial", precisa, lembrando que a construção dos parques industriais de São Vicente (Mindelo) e Santiago(Praia) "têm, em larga medida, como espinha dorsal, a deslocalização industrial de Portugal para Cabo Verde".

Este vai ser, aliás, o ponto central do seminário empresarial integrado no programa de Jorge Sampaio, em que o chefe de estado português vai estar presente, bem como o seu homólogo, Pedro Pires.

"Cabo Verde tem mão-de-obra com capacidade de adaptação, com qualificação e tem uma estabilidade social e política, que representa um atractivo seguro. E, por outro lado, tem mercados de exportação, graças à localização geográfica e ao posicionamento estratégico, acessíveis, como os Estados Unidos da América ou o Canadá, a Europa e o continente africano", argumentou Arnaldo Andrade.

A comitiva do presidente Sampaio integra vários autarcas, tendo em conta que todas, ou quase todas, as câmaras cabo-verdianas têm geminações com congéneres portuguesas e programas em curso de intercâmbio no âmbito cultural, assistência técnica e outros apontados como "muito interessantes".

"O poder autárquico é um domínio com grande potencial e o presidente Jorge Sampaio tem um conhecimento grande nesta matéria, não só mas também como ex-autarca que é", recordou Arnaldo Andrade.

Um outro elemento considerado fundamental pelo governo cabo-verdiano no âmbito do relacionamento entre os dois países é a questão da comunidade cabo-verdiana em Portugal.

"Não estaremos muito longe da verdade se dissermos que as conversas entre o presidente da república de Cabo Verde, Pedro Pires, e o presidente da república de Portugal, Jorge Sampaio, vão abordar largamente esta questão", adiantou.

Pedro Pires anunciou no dia seguinte à sua eleição o seu "grande apego" ao tema da comunidade cabo-verdiana em Portugal e Jorge Sampaio "é - garantiu o governante - um presidente que, em Cabo Verde, se sabe que tem uma sensibilidade muito especial para com a questão da integração da comunidade cabo-verdiana em Portugal".

"Este é, por isso, igualmente um tema forte da visita", vincou.

As questões internacionais de uma forma geral e, em particular, as que envolvem a Comunidade de Países de Língua Portuguesa(CPLP), da qual Cabo Verde vai assumir proximamente o secretariado, são igualmente destacadas na agenda das autoridades cabo-verdianas. "Há muito a concertar neste universo", segundo Andrade.

A questão do estatuto especial que Cabo Verde pretende ter junto da União Europeia, objectivo que está a ser trabalhado por uma comissão nacional liderada pelo próprio primeiro-ministro, José Maria Neves, é um assunto recorrente entre o país e a Europa mas, enfatizou o porta-voz do Governo, "ainda mais o é com o principal parceiro de Cabo Verde na Europa que é Portugal".

"Este é um +dossier+ longo e pesado e, claro está, a amizade que une o presidente Jorge Sampaio a Cabo Verde é um trunfo a utilizar no trabalho em curso para fazer avançar o processo junto da União Europeia", observou.

"A expectativa de todos os cabo-verdianos é que o presidente Jorge Sampaio possa ser um advogado empenhado nesta causa. E ele está numa situação privilegiada para o fazer", disse ainda Arnaldo Andrade.

A realidade social e económica de Cabo Verde dá corpo a um país em acentuada evolução, que passou, em cerca de duas décadas, de um PIB "per capita" de 200 dólares para quase 1600 actualmente.

Acompanhou este crescimento uma "subida fortíssima" no Índice de Desenvolvimento Humano(IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD).

O IDH do PNUD abrange a saúde, o ensino, e itens como casa própria, telefones e televisão por habitante. Cabo Verde é o quarto país mais bem posicionado no continente, o que lhe permite ser uma das "lanças em África" no que à qualidade de vida diz respeito.

"Mas significa, acima de tudo, que, mesmo em termos das políticas macro-económicas dos países, nós estamos em convergência com aquilo que são as políticas praticadas na Europa neste domínio, com ênfase para a baixa inflação, a diminuição da dívida pública...com uma aproximação muito forte à realidade europeia", disse Arnaldo Andrade.

O ministro defende que este "retrato" do país deixa claro que a ideia da obtenção do estatuto especial junto da União Europeia "não é uma impossibilidade", mas, admite, "há, naturalmente, um longo caminho para andar, e a localização geográfica não é uma vantagem, porque outros países têm esse estatuto junto da união consubstanciado na proximidade geográfica", como é o caso de países do Norte de África.

Há, todavia, outros factores que Cabo Verde apresenta como estandartes. Enumerou Arnaldo Andrade: "a religião-base é a católica, ninguém precisa de quaisquer vacinas para vir para Cabo Verde, a cultura matriz é muito próxima à europeia, uma estabilidade política sólida. Há, portanto, continuidade em matéria sanitária, cultural, política, religiosa, económica... só a descontinuidade geográfica surge em desfavor".

"Seja como for, tenha-se em conta que, por alturas da independência(1975), houve quem profetizasse a inviabilidade de Cabo Verde como país independente. Agora, quase 30 anos depois, o país que é Cabo Verde prova que estavam errados", disse a concluir o ministro da Presidência do Conselho de Ministros de Cabo Verde, lembrando sempre o "muito que há ainda para fazer".


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