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A influência do voto étnico e do carisma
- 25-Mar-2004 - 18:37

A três dias da ida às urnas para as terceiras eleições multipartidárias na Guiné-Bissau, duas velhas questões voltam a pairar no cenário sócio-político do país: a influência do voto étnico e do carisma dos líderes nos eleitores.


Por Mussá Baldé
da Agência Lusa

Sendo a Guiné-Bissau um país com pouco mais de 1,3 milhões de habitantes, repartidos em cerca de três dezenas e meia de grupos étnicos, o momento eleitoral constitui uma oportunidade para cada um deles afirmar as suas particularidades.

Aconteceu assim nas primeiras e segundas eleições gerais de 1994 e 1999, com a concentração do voto da etnia balanta (24 por cento da população) no Partido da Renovação Social (PRS), o que conduziu à vitória, no último escrutínio, desta formação fundada por Kumba Ialá, com 38 por cento de votos expressos.

Como reconhecem vários candidatos, embora não publicamente, não restam dúvidas de que o voto étnico estará presente na votação, desta vez, porventura, de forma ainda mais vincada.

Uma tal situação, na opinião de alguns dos candidatos, deve-se a que outras etnias se sentem "alertadas" de forma indirecta pela Balanta, a segunda mais importante do país.

Inscreve-se neste quadro a organização dos membros da etnia Fula (26 por cento da população) em bloco no seio da União Eleitoral (UE).

Não é por acaso que, pela primeira vez, se juntam numa única coligação partidos como a Liga Guineense de Protecção Ecológica (LIPE, de Abubacar Rachid Djaló), Partido Social-Democrata (PSD, de Joaquim Baldé), Partido da Renovação e Progresso (PRP, de Mamadu Uri Baldé) e o Partido Socialista de Salvação Guineense (PSSG, de Serifo Baldé).

Em declarações à Agência Lusa, Serifo Baldé reconheceu que, embora a ideia inicial fosse congregar o voto Fula numa única frente eleitoral, a UE, com Joaquim Baldé como presidente e candidato a primeiro-ministro, terá contudo de "lutar" com outros partidos cujos líderes são da mesma etnia.

São os casos do Partido da Unidade Nacional (PUN), de Idrissa Djaló, que, apesar de tudo, se tem assumido claramente contra a "etnicização" do voto, e da União Nacional para o Desenvolvimento e Progresso (UNDP), de Abubacar Baldé.

Este "grande projecto", o de congregar o voto Fula, falhou pelo facto de os líderes dos outros partidos (casos do PUN e UNDP) não terem concordado com a ideia original que, basicamente, consistia em formar-se futuramente um "tandem" Fula e Balanta para a conquista e manutenção do poder na Guiné-Bissau, socorrendo-se do peso populacional (cerca de 50 por cento) das duas etnias.

No entanto, do lado Balanta, a possibilidade de dispersão de votos pelo facto de existirem outros partidos cujos líderes são da mesma etnia não se põe de forma vincada para o PRS.

A Resistência da Guiné-Bissau (RGB, de Salvador Tchongó) e o Partido Manifesto do Povo (PMP, de Faustino Fudut Imbali) poderão não fazer "mossa" ao PRS, mas influenciar de alguma forma o seu "score" eleitoral.

Agora, à frente do PRS está Alberto Nambeia, que, durante a campanha eleitoral, usou gorro vermelho como o que usava o presidente deposto.

Rambeia não tem a mesma facilidade de oratória do seu antecessor no PRS, mas consegue galvanizar os balantas, com um discurso que nunca roça o tribalismo.

Os outros três fortes candidatos são o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Partido Unido Social- Democrata (PUSD) e a coligação Plataforma Unida (PU), sem uma base étnica de eleitores.

Os seus líderes são Carlos Gomes Júnior (PAIGC), Francisco Fadul (PUSD) e Hélder Vaz (Plataforma Unida).

Embora se saiba que a "força" destas três formações políticas se situa na capacidade mobilizadora das "máquinas" que cada uma delas consegue movimentar, todos contam com o voto do mesmo eleitorado, concentrado nas zonas urbanas ou próximas das grandes urbes.


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