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  Cabo Verde
PRS não reconhece resultados, mas quer formar «governo»
- 31-Mar-2004 - 15:08

O Partido da Renovação Social (PRS) afirmou hoje em Bissau que não reconhecerá os resultados das eleições legislativas na Guiné-Bissau, mas avançou que vai formar um "governo particular", alegando que é o vencedor da votação.


Numa conferência de imprensa marcada por insultos aos jornalistas, em que um deles, Lassana Cassamá, da rádio privada "Galáxia de Pindjiguiti", foi agredido por jovens militantes do PRS, o presidente interino do partido responsabilizou ainda o chefe de Estado guineense, Henrique Rosa, por "tudo de mau que vier a acontecer" no país.

Alberto Nambeia alegou que houve "fraude" na votação, defendendo que nas legislativas guineenses, que decorreram domingo em todo o país e terça-feira nalgumas áreas de Bissau, não houve condições para que todos os eleitores inscritos pudessem votar.

"A votação ainda não acabou, pois há milhares de eleitores que não puderam votar. Por isso, não vamos reconhecer os resultados e vamos formar o nosso governo particular", sublinhou Nambeia, que substitui interinamente o fundador do PRS, o ex-presidente guineense Kumba Ialá, na liderança do partido.

Caso a Comissão Nacional de Eleições (CNE) não reveja a sua posição e divulgue os resultados, o que está previsto para as 17:00 locais de hoje (18:00 em Lisboa), Nambeia afirmou que as eleições serão, do ponto de vista do PRS, "nulas".

Nambeia acusou também o presidente guineense de, no discurso proferido terça-feira à noite, ter "vestido a camisola de uma força política, neste caso o Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), sublinhando que as declarações de Henrique Rosa foram "irresponsáveis".

"O conteúdo das declarações do presidente da República é o de uma pessoa irresponsável e o chefe de Estado deveria ser o último a pronunciá-las. Vestiu a camisola de um partido, que diz que venceu as eleições", afirmou Nambeia, visivelmente exaltado.

Nas suas declarações de terça-feira, Henrique Rosa apelou à população guineense para manter a firmeza, determinação e coragem demonstradas ao longo do processo eleitoral e pediu aos partidos políticos para aceitarem os resultados da votação.

Num discurso considerado "muito positivo" pela maioria dos líderes políticos e pela comunidade internacional, Henrique Rosa admitiu que foram cometidos "alguns erros" no processo eleitoral, mas afirmou peremptoriamente que "nenhum guineense está acima do outro" e "não será tolerada" qualquer ameaça de desestabilização do país.

O presidente interino do PRS exigiu também a demissão de toda a direcção da CNE, liderada por Higino Cardoso, alegando o "péssimo trabalho" que fez ao país.

Questionado pelos jornalistas se o PRS vai formar o tal "governo particular" mesmo que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) valide os resultados, Nambeia defendeu que aquele órgão "nunca o poderá fazer".

"O STJ não vai poder homologar estas eleições e, se o fizer, não haverá justiça", respondeu, desvalorizando, ao mesmo tempo, a declaração da missão de observadores internacionais, que considerou terça-feira as eleições guineenses "livres, justas e transparentes".

No final da conferência de imprensa, os ânimos entre os jovens militantes estavam exaltados e começaram por agredir verbalmente um jornalista da rádio privada "Galáxia de Pindjiguiti", que se limitava a recolher as declarações de Nambeia.

Das palavras passaram aos actos e Lassana Cassamá foi agredido, acabando por ter sido salvo por dirigentes do PRS, que se prontificaram a garantir a segurança do jornalista.

José Rodrigues Santi, director da rádio, já reagiu e, na antena da "Galáxia de Pindjiguiti" lamentou a agressão pedindo aos partidos políticos, em geral, e ao PRS, em particular, para "não misturarem política com o direito à informação".

Ainda na sede do PRS, um grupo de mais de três dezenas de jovens militantes, irritados com o comportamento da CNE, preparava-se para seguir para o edifício onde está instalada a sede da comissão, proferindo ameaças.

"O "07 de JunhoÈ ainda não acabou e não temos medo de nada", gritavam, numa alusão ao conflito que assolou a Guiné-Bissau de 07 de Junho de 1998 a 07 de Maio de 1999.

Cerca das 13:30 locais (14:30 em Lisboa), a Lusa deslocou-se à sede da CNE, em Bissau, e a situação estava calma e sem qualquer movimentação fora do normal.


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