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  Cabo Verde
«Guineenses estão fartos de palhaçadas», diz líder do PAIGC
- 1-Apr-2004 - 15:06

O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) criticou hoje as "palhaçadas" e "declarações bombásticas" de "alguns dirigentes políticos" guineenses e acusou o primeiro-ministro de surgir no processo eleitoral como "secretário-geral do PRS".


Por José Sousa Dias
da Agência Lusa

Em entrevista à Agência Lusa, Carlos Gomes Júnior, líder do partido indicado já como vencedor das legislativas na Guiné-Bissau, lamentou toda a polémica que tem rodeado o processo eleitoral, defendendo que não podem existir pressões sobre os órgãos que o organizaram, nomeadamente a Comissão Nacional de Eleições (CNE).

"Há alguns dirigentes, designadamente do PRS, que têm feito declarações bombásticas, que me surpreenderam. Mais, o primeiro- ministro alegou (quarta-feira à noite numa conferência de imprensa) que há uma série de irregularidades no processo eleitoral, quando nem sequer disponibilizou meios", afirmou o líder do Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Carlos Gomes Júnior indicou que o único partido que teve meios financeiros para a campanha eleitoral foi precisamente o PRS e utilizou-os "à vista de todos", sublinhando a "estranheza" em ver o primeiro-ministro surgir "como secretário-geral" dos "renovadores" e a defender os mesmos propósitos.

"Se o governo trabalhasse com transparência, porque infelizmente as pessoas não querem ser sérias, não assistiríamos hoje a esta palhaçada. A função do primeiro-ministro da transição é pagar salários e organizar as eleições, para que sejam justas e livres", afirmou.

Nesse sentido, garantiu que o seu partido vai manter-se "calmo e sereno" e pediu a todos os actores políticos, militares e da sociedade civil que deixem a CNE trabalhar.

"Pedimos que deixem a CNE fazer sem pressões o seu trabalho para que possa, nos termos da lei, pronunciar os resultados e declarar oficialmente o vencedor. Pedimos que nos deixem (ao PAIGC) trabalhar para que possamos assumir a nossa responsabilidade", sublinhou.

Para Carlos Gomes Júnior, que assumiu a vitória eleitoral, cabe ao PRS assumir, por seu lado, o "falhanço" na votação.

"O povo já está farto destas palhaçadas, destas declarações bombásticas e destas ameaças", insistiu o empresário conhecido popularmente por "Cadogo Júnior", por ser filho também de um empresário, Carlos Domingos Gomes, por sua vez conhecido por "Cadogo Pai", ou, para os mais velhos, por "Cadogo".

Questionado sobre se está preocupado com as Forças Armadas, respondeu que "não há qualquer razão" para tal, uma vez que há garantias claras de que os militares não vão interferir na política.

Quanto à posição assumida quarta-feira pelo Comité Militar, que recomendou o adiamento do anúncio dos resultados eleitorais, Carlos Gomes Júnior desdramatizou a "sugestão", sublinhando que ela tem por base um apelo à paz e contenção verbal.

"Acho que foi um apelo à contenção para essas declarações bombásticas. O poder militar tem responsabilidades neste processo e naturalmente que se sentiu preocupado com a falta de decoro de alguns líderes políticos e que criaram pânico na população", afirmou.

Sobre os resultados da votação, "Cadogo Júnior", lembrando que não há ainda resultados oficiais, indicou que o PAIGC já tem as cópias das actas de síntese, "que são as que contam", pois estão assinadas por todos os partidos.

Nesse sentido, acrescentou, "há a informação que confirma que o PAIGC é o vencedor das eleições", a caminho da maioria absoluta (52 ou mais deputados dos 102 à Assembleia Nacional Popular, ANP).

"Os dados que temos indicam que estamos a caminhar para a maioria absoluta. Mas, à última hora, alterou-se a votação na diáspora. Não sabemos se tudo isto é fruto de uma máquina preparada", sublinhou.

"Há uma deliberação do Conselho Nacional de Transição (CNT) e há um decreto presidencial que fixa a data das eleições e ninguém a pode alterar. Tem de haver agora um decreto presidencial a alterar a data da votação no círculo da Europa (que elege um deputado)", acrescentou.

Sobre um futuro governo, o líder do PAIGC manifestou a disposição do partido em sentar-se à mesa com outras formações, independentemente de ter ou não maioria absoluta.

"A direcção do PAIGC sempre se mostrou disponível, desde as primeiras horas, e mesmo com maioria absoluta, para se sentar à mesa com alguns partidos políticos para conseguir ter uma estabilidade parlamentar e governativa no país", respondeu.

"Estamos disponíveis para arranjar uma solução com outros partidos políticos e acorrendo a todas as capacidades daqueles guineenses que têm dado provas da sua capacidade para termos uma governação estável e responsável, que garanta a confiança dos nossos parceiros de desenvolvimento", adiantou.

Nesse sentido, sublinhou, há a possibilidade de o PAIGC ir buscar quadros a outras áreas, que não nomeou, mas cujo perfil terá de ser analisado pela direcção, o mesmo sucedendo com o Pacto de Estabilidade Política e Social, que deverá vigorar durante um ano.

"Obviamente que estamos abertos a facilitar a aproximação entre os guineenses e a ter instrumentos que nos facilitem ter uma governação estável e que possa minimamente cumprir com aquilo a que nos comprometemos, interna e externamente", disse, para concluir: "Mas o que a Guiné-Bissau precisa é que haja boa governação, que tem de se centrar em critérios muito rigorosos. A política não enche a barriga. É necessário que haja consciência política e que produzamos riqueza. Um dos nossos objectivos principais é o combate à pobreza. Para o fazer temos de trabalhar e produzir". concluiu.


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