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  Cabo Verde
Capital lusófona da cultura concebida passo-a-passo
- 6-Dec-2002 - 15:13

Os bons resultados a alcançar pela cidade cabo-verdiana de Mindelo como capital lusófona da Cultura, estatuto que ostentará até finais de 2003, dependerá em muito da adesão da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

Esta é a opinião de Maria Miguel Estrela, vereadora da Cultura da Câmara de S. Vicente e principal responsável pelas actividades iniciadas a 23 de Novembro, data em que sucedeu simbolicamente à cidade de Macau.

Neste momento, a nova capital lusófona da cultura ainda não dispõe de uma programação, apesar do espectáculo de abertura em 23 de Novembro (uma ópera concebida pelo coreógrafo António Tavares para a sinfonia Nº9 de Vasco Martins) ter deixado a promessa de uma ano rico em actividades artísticas.

A efectivação de uma programação que faça jus a tal estatuto dependerá dos apoios financeiros, das parcerias com agentes culturais, e dos contributos artísticos das cerca de duas dezenas e meia de cidades integrantes da UCCLA, a maioria delas sensibilizadas durante a assembleia geral da organização realizada em Cabo Verde entre 21 e 24 de Novembro.

A autarquia de S. Vicente já definiu as linhas programáticas de intervenção, que sustentarão o programa, e nas quais se enquadrarão as iniciativas que venham a ser propostas ou propositadamente produzidas, em função das disponibilidades financeiras.

Das cidades membros da UCCLA é esperado um importante contributo, em especial de Lisboa, sede e motor da organização, mas é intenção envolver igualmente empresas e as cidades geminadas com Mindelo, em especial as portuguesas.

Uma forte aposta passa pela definição de um intercambio especial com a cidade irmã de Coimbra, que em 2003 será a Capital Portuguesa da Cultura.

Maria Miguel Estrela, vereadora da cultura da Câmara Municipal de S. Vicente, adiantou à agência Lusa que com Coimbra se pretende reforçar o intercâmbio já existente e aproveitar a simultaneidade dos eventos para fazer deslocar entre as duas cidades representantes das artes do espectáculo e visuais.

Aproveitando também o potencial musical de Coimbra, é intenção envolver agentes em actividades ligadas ao ensino da música, num programa especialmente dirigido a crianças e no lançamento de um projecto de dimensão nacional, a Academia de Música do Mindelo.

O intercambio de ateliers de arte e artesanato e o envolvimento de jovens cabo-verdianos que integram associações de estudantes são outros contributos que Mindelo espera da cidade irmã de Coimbra.

Mas, no âmbito da UCCLA, a maior expectativa, pelo seu potencial, e pela facilidade de ligações aéreas, é depositada em Lisboa.

Maria Miguel Estrela confessou à agência Lusa esperar bons resultados do repto lançado pelo presidente da Câmara de Lisboa, e presidente do órgão executivo da UCCLA, Santana Lopes, para que os agentes culturais da sua cidade participem.

Espectáculos nos mais variados domínios artísticos, cinema e parcerias editoriais fazem parte das expectativas em relação a Lisboa.

Da outra cidade portuguesa que integra a UCCLA, Guimarães, Mindelo quer aproveitar da sua experiência na recuperação do património e envolver técnicos desta cidade no debate e estudo de soluções para espaços históricos.

Aproveitando a presença em Cabo Verde de representantes de Maputo, capital de Moçambique, foi abordada a possibilidade de uma participação ao nível dos espectáculos, literatura e pintura.

Da capital angolana, Luanda, as possibilidades de participação deverão passar pela música, dança e artes visuais. A contrapartida do Mindelo deverá ser ao nível do artesanato, com o envio de formadores em certos domínios carenciados.

Em relação ás cidades da Guiné Bissau e S. Tomé e Príncipe as expectativas são reduzidas, em virtude da situação económica desses países, mas é intenção criar condições para garantir pelo menos uma participação num qualquer domínio artístico, da pintura, da literatura, da música ou do artesanato.

O contributo das cidades brasileiras é uma incógnita, porque apenas uma, Rio de Janeiro, das seis membros da UCCLA, esteve presente em Cabo Verde em Novembro, ausências explicadas com o momento de transição política vivido no país. Faltaram Brasília, Belém do Pará, S. Salvador da Baía, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Com o Rio de Janeiro foi perspectivada a participação no Mindelo em «workshops» de escrita e dança, com pintura e espectáculos.

De S. Salvador da Baía o Mindelo espera uma cooperação que lhe permita dar um novo alento ao seu Carnaval, um dos cartões turísticos desta cidade cabo-verdiana.

E, para encerrar em apoteose o programa de «Mindelo, capital lusófona da cultura» já foram estabelecidos contactos com Macau para recriar uma transição de ano, com os peculiares efeitos cénicos e fogo de artifício.

Ao nível das parcerias com empresas, a Câmara Municipal de S. Vicente já assegurou o envolvimento da empresa cabo- verdiana de combustíveis Enacol, que integra igualmente capitais portugueses e angolanos.

A Enacol é a patrocinadora oficial do evento e o seu contributo será aplicado num projecto a iniciar por altura do Natal e a decorrer todo o ano de 2003, envolvendo crianças e as vertentes pedagógica e artística.

A música, a dança, a pintura, a sensibilização para a escrita e leitura, a protecção ambiental e a cultura cívica são domínios contemplados.

Mas, as actividades da capital lusófona da cultura apenas serão retomadas em força em Janeiro de 2003, com as festas do município.

Uma das apostas da programação é precisamente reforçar e enriquecer as actividades que regularmente se desenvolvem na cidade, como as festas, o Carnaval, ou o festival internacional de teatro Mindelact, que anualmente se realiza em Setembro, com uma forte presença de grupos lusófonos.

Segundo Maria Miguel Estrela, a programação parte de uma ideia base de «imprimir uma marca de desenvolvimento cultural» e que não seja só um calendário de eventos.

«Para nós o mais importante é o processo, reforçar o multiculturalismo que a própria UCCLA transporta consigo, e ao mesmo tempo deixar marcas. Mindelo é uma cidade que sempre esteve aberta aos outros, nasceu da fusão de culturas, e este é o momento por excelência para fazer sobressair tudo isso», explicou.

O orçamento do programa da Capital Lusófona da Cultura ascende a cerca de 19.000 contos cabo-verdianos (cerca de 172 mil euros), que deverá ser financiado por empresas, Câmara Municipal do Mindelo e secretariado da UCCLA (União das Cidades Capitais Luso-Américo-Asiáticas). A Câmara Municipal de Lisboa já prometeu uma comparticipação de 50 mil euros.

Embora ainda sem uma calendarização de eventos definido, dada a estratégia escolhida, a estruturação do programa submeter-se-á a determinados princípios orientadores.

«Uma cidade um actor», «uma cidade um escritor», «uma cidade um bailarino», «uma cidade um artesão», «uma cidade um músico» fazem parte dessa orientação base, que abrirá espaço a que cada participante mostre a sua arte específica, sob a forma de espectáculo, exposição ou «workshop».

Na parte editorial, estão previstas edições de contos infantis escolhidos em concurso, de um roteiro cultural e de dois números de uma revista especificamente sobre o evento e assuntos conexos.

Ao nível das exposições estão definidas mostras de pintura, escultura, artesanato, fotografia e vídeo.

Debates sobre as novas tendências da arte, seminários sobre museologia e recuperação do património, «workshops» para crianças e espectáculos de rua são outras realizações em perspectiva.

Mindelo sucedeu a Macau como capital lusófona da cultura no passado dia 23 de Novembro. Ostentará esse estatuto até à próxima assembleia geral da UCCLA, que deverá realizar-se em finais de 2003.

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