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  Cabo Verde
Presidente do Senegal propõe Governo de Unidade Nacional
- 6-Apr-2004 - 14:17

O presidente senegalês defendeu segunda- feira em Bissau a formação de um governo de unidade nacional que reagrupe, pelo menos, as duas principais forças políticas saídas das eleições legislativas de 28 e 30 de Março na Guiné-Bissau.


Em declarações aos jornalistas, no final de uma "maratona" de encontros com os principais dirigentes políticos e militares guineenses, Abdoulaye Wade sustentou a proposta com o facto de a votação não ter permitido um vencedor com maioria absoluta.

"Não há ninguém com maioria absoluta e, por isso, seria bom que houvesse um governo de unidade nacional que reagrupe os dois principais partidos, bem como outros bons quadros", sublinhou Wade, que permaneceu em Bissau cerca de cinco horas, abandonando a capital guineense cerca das 22:30 locais de segunda-feira (23:30 em Lisboa).

Wade adiantou que, na política, "é necessário fazer concessões" e que foi isso mesmo que explicou ao seu homólogo guineense, Henrique Rosa, e a todos os que recebeu numa unidade hoteleira de Bissau.

A partir das 17:30 locais, o chefe de Estado senegalês reuniu-se também com o primeiro-ministro Artur Sanhá, com delegações do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das legislativas, Partido da Renovação Social (PRS), segundo na votação, e Partido Unido Social-Democrata (PUSD), terceiro.

"Todos têm de aceitar os resultados da votação e é também necessário, isso que fique claro, ter a coragem para alterar o sistema político na Guiné-Bissau e essa é uma tarefa que cabe a todos executá-la", afirmou Wade, numa crítica implícita ao regime parlamentar guineense e à utilização do Método de Hondt como sistema.

O presidente senegalês garantiu ter dito tudo isto às autoridades da transição, civis e militares, ao governo e aos partidos políticos, sublinhando que o Senegal vai apoiar "fortemente" a Guiné-Bissau.

"Vim a Bissau em concertação com os meus homólogos da Nigéria [Olusegun Obasanjo] e do Gana [John Kufuor, também presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental - CEDEAO] e posso garantir que a Guiné-Bissau tem o apoio do Senegal e de todos os países da sub-região", assegurou Wade.

"Posso garantir o apoio da CEDEAO, que defende a formação de um GUN [governo de unidade nacional] para que a comunidade internacional possa ajudar maciçamente, garanto também que a CEDEAO vai velar pela paz e que o Senegal também", declarou, sublinhando estar "totalmente disponível para tudo".

"Se for preciso vir cá amanhã outra vez, virei. A qualquer hora do dia e da noite. É preciso é haver condições de estabilidade e de paz e respeitar e ter confiança nas instituições", acrescentou, lembrando que Henrique Rosa deve ser visto como "um homem com grande sentido de Estado".

À saída dos sucessivos encontros, sempre em separado, os presidentes do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, PRS, Iaia Djaló, e do PUSD, Francisco Fadul, coincidiram na necessidade de haver estabilidade, sublinhando terem ouvido "com muita atenção, os conselhos" do presidente senegalês.

Numa altura em que os jornalistas ainda não sabiam as propostas apresentadas por Wade, os três principais líderes partidários do país afirmaram estar dispostos a dialogar uns com os outros, tendo em vista a formação de um governo.

No entanto, nada adiantaram sobre eventuais negociações, que a Lusa apurou estarem já em curso, remetendo quaisquer conclusões para depois da divulgação dos resultados finais definitivos das legislativas, o que deve ocorrer dentro de oito dias.

Esta data, dia 13, foi adiantada à Lusa pelo ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, João José "Huco" Monteiro, que adiantou haver a necessidade de se analisar, primeiro, todas as "muitas" reclamações apresentadas por vários partidos, na sua maioria do PRS.

"Huco" Monteiro, aliás, seguiu segunda-feira à noite para Dacar, de onde partirá hoje cerca das 04:00 locais (05:00 em Lisboa) para Nova Iorque para participar na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Guiné-Bissau, agendada para as 10:00 locais.

A visita de Wade a Bissau aconteceu poucas horas após a efectuada pelo seu homólogo de Cabo Verde, Pedro Pires, que, de manhã, em três horas, efectuou os mesmos contactos que o presidente senegalês e apelou à contenção e à calma.


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