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Rrepresentantes da CPLP discutem no Rio de Janeiro difusão da língua portuguesa
- 9-Dec-2002 - 20:35
Alguns representantes dos países de língua portuguesa estarão reunidos nos próximos dias 12 e 13, no Rio de Janeiro, para debater acções para a difusão do português, idioma falado por cerca de 200 milhões de pessoas no mundo.
A meta é discutir propostas para a defesa e promoção da língua portuguesa não apenas no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como também no cenário nacional.
«A língua portuguesa é um património e os brasileiros precisam de tomar consciência da necessidade de sua defesa e promoção como um instrumento de cidadania», afirmou Irene Vida Gala, chefe da Divisão de África II do Ministério das Relações Exteriores, que, juntamente com o Departamento Cultural do ministério são os responsáveis pela iniciativa do evento.
O seminário «Políticas de Divulgação da Língua Portuguesa» será realizado em parceria com o Ministério da Cultura e da Educação do Governo brasileiro.
Estarão presentes também a secretaria-executiva da CPLP e dirigentes do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), com sede na cidade de Praia, em Cabo Verde.
Integram a CPLP países como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Princípe e, por último Timor-Leste, que passou oficialmente a fazer parte da instituição na Conferência de Brasília, em Julho.
Criado exactamente com essa função há quase 13 anos, o instituto não se consolidou ainda como um forte instrumento de defesa e difusão da língua, reflectindo a falta de prioridade que os próprios países que o integram dão ao tema. Há ainda carência de recursos.
«A base de compreensão de suas funções é ainda muito fluída», avalia a diplomata. Países que integram a CPLP como Cabo Verde, onde está o IIPL, enfrentam dificuldades para a afirmação da língua portuguesa entre seus habitantes.
Apesar de ter o português como língua oficial, o país insere-se numa sub-região, o oeste da África, onde a francofonia tem consolidado sua presença. Na Guiné-Bissau, segundo já declarou o secretário-executivo da CPLP, embaixador João Augusto de Médicis, o português tem perdido terreno não para o francês, mas para as línguas nativas.
Médices defende a utilização da Internet como um dos instrumentos de fortalecimento da lusofonia. No entanto, o site da CPLP é a prova do contrário, tal a inoperacionalidade que revela, mau grado os apoios que tem.
Será discutido também durante o evento as perspectivas em relação ao acordo ortográfico, que foi firmado pelos países da CPLP (excepto Timor) em 1990.
O documento entraria em vigor em 1994, após a ratificação de todos os Estados junto do governo de Portugal. No entanto, até agora apenas Cabo Verde, Portugal e o Brasil ratificaram o documento. Um dos benefícios com a adopção do acordo é que livros e outros materiais educativos, programas de educação à distância e outros materiais pedagógicos adoptados no Brasil, por exemplo, poderiam ser facilmente reproduzidos noutros países.
Além da expansão e do fortalecimento da cooperação educacional em língua portuguesa, a aprovação do acordo é, na avaliação do Itamaraty, condição essencial para a definição de uma política linguística de bases comuns na comunidade e para o bom funcionamento da IILP e da própria CPLP.
Entre os participantes do evento, está Francisco Nuno Ramos, do Instituto Camões de Portugal, que vai participar do painel sobre a língua portuguesa no mundo, previsto para a manhã de quinta-feira, dia 12. A directora-executiva do IILP, Ondina Ferreira, e Ana Paula Henriques, presidente da Assembleia-Geral do instituto também estarão presentes.

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