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Greve em embaixadas e consulados foi «um êxito», diz Sindicato
- 12-Dec-2002 - 20:23
A greve de hoje dos trabalhadores das embaixadas e consulados de Portugal no estrangeiro foi «um êxito e teve "uma adesão esmagadora ao nível consular", afirmou Jorge Veludo, o secretário-geral do respectivo sindicato.
A paralisação, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE), com base na reivindicação de uma actualização salarial, da resolução de problemas de segurança social, da emissão de passaportes especiais e do direito à progressão nas carreiras, estendeu-se às embaixadas e missões diplomáticas, aos consulados e aos centros culturais do Instituto Camões.
Contactada uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros escusou-se a fazer qualquer comentário sobre a greve dos trabalhadores das embaixadas e consulados.
Na Europa, a Suíça registou "uma adesão de 100 por cento", tendo estado encerrados os consulados gerais de Zurique e de Genebra, os escritórios consulares de Sion, a Embaixada de Portugal em Berna e a Missão Permanente de Portugal junto das Nações Unidas, segundo fonte sindical em Genebra.
A França registou uma adesão de 90 por cento na Embaixada de Portugal em Paris, enquanto apenas o consulado de Orleães, entre os 17 existentes no país, esteve aberto ao público, conforme adiantou fonte sindical na capital francesa.
No Instituto Camões, em Paris, os três funcionários aderiram à greve e o centro cultural esteve fechado, mas os cursos de português, que funcionam ao fim da tarde foram garantidos.
Os 13 funcionários do Consulado-Geral de Portugal no Luxemburgo que aderiram à greve, os seis da Embaixada e o único funcionário do Instituto Camões, que também paralisou, obrigaram à paragem dos serviços naquele país.
Na Alemanha, "os quatro maiores consulados (Dusseldorf, Frankfurt, Estugarda, Osnabrueck) estiveram fechados", tendo apenas aberto as portas o consulado em Hamburgo, "com dois funcionários", mencionou Jorge Veludo.
Na Embaixada em Berlim, a greve não teve muita visibilidade, com apenas um funcionário a paralisar a sua actividade.
Situação idêntica viveu-se em Espanha, com a Embaixada de Portugal a registar uma "adesão fraca", mas com os consulados a aderirem em massa, adiantou o secretário-geral do STCDE.
Segundo Jorge Veludo, "a Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia (Bruxelas) teve uma adesão de 80 por cento" e na Representação Portuguesa junto da NATO, nos arredores da capital belga, só um funcionário trabalhou, disse.
Os serviços consulares na Bélgica, Grécia e Holanda também "estiveram fechados", acrescentou.
No continente africano, todos os serviços da Embaixada de Portugal em Angola e do Consulado-Geral de Luanda estiveram encerrados, permanecendo apenas no local os elementos responsáveis pela vigilância das instalações, segundo fonte sindical.
Em São Tomé e Príncipe, Moçambique e África do Sul todos os consulados estão encerrados, excepto o de Pretória e a Embaixada em Maputo, que registou "uma adesão baixa", afirmou o secretário-geral do STCDE.
Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde, neste caso apenas na Cidade da Praia, registaram "uma adesão muito forte nos centros do Instituto Camões", adiantou.
Nos Estados Unidos, "Newark, Boston e New Bedford tiveram uma adesão de 100 por cento, Washington de 75 por cento e Providence de 40 por cento", segundo Jorge Veludo.
O consulado de Portugal em Nova Iorque esteve a funcionar normalmente, indicou fonte do consulado local.
Os consulados no Canadá também estiveram encerrados, com 100 por cento dos trabalhadores a aderirem à greve em Montreal, 80 por cento em Toronto e 50 por cento em Vancouver.
No Brasil "esteve quase tudo fechado", tendo-se verificado uma forte adesão "em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Santos, Salvador e Porto Alegre", adiantou Veludo.
"O Recife teve uma adesão de 50 por cento e em Belém os serviços consulares estiveram abertos", acrescentou.
Na Ásia, as representações diplomáticas de Portugal encerraram quase na totalidade, com os funcionários das secções consulares das embaixadas de Portugal em Pequim (China), Tóquio (Japão), Banguecoque (Tailândia), Manila (Filipinas), Nova Deli (Índia), Seul (Coreia do Sul) e Camberra (Austrália) a aderirem à greve.
Igualmente parados estiveram os consulados gerais em Macau e Hong-Kong (China), Sydney (Austrália) e Goa (Índia).
Já na Embaixada em Díli (Timor-Leste) e na Embaixada de Portugal em Jacarta (Indonésia) não houve qualquer funcionário a aderir à greve, pelo que os serviços funcionaram normalmente, disseram funcionários das representações locais.
Segundo acrescentou o secretário-geral do STCDE, Jorge Veludo, "hoje, os funcionários consulares iniciaram também uma greve ilimitada às horas extraordinárias", uma vez que "já não são pagas desde Abril".
Veludo manifestou o desejo de que "esta greve faça pensar" os responsáveis do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Caso contrário, o secretário-geral do STCDE avisa que, "a partir de meados de Janeiro", podem voltar à luta.
Já no próximo sábado, em Paris, o STCDE vai reunir a sua Comissão Executiva para fazer o balanço da greve hoje realizada e debater novas iniciativas no âmbito do conflito que opõe os trabalhadores consulares e das missões diplomáticas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

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